Com falta de munições e homens na frente de batalha, Ucrânia vai libertar reclusos que queiram combater a Rússia
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Alguns prisioneiros ucranianos poderão solicitar a liberdade
condicional antecipada e alistar-se no exército ao abrigo de uma nova lei destinada a reforçar os efetivos de Kiev na sua
luta contra a invasão russa.
A nova lei aplica-se
apenas aos prisioneiros que tenham menos de três anos de pena para cumprir e
não abrangerá os que cometeram os crimes mais graves.
O parlamento ucraniano votou esta quarta-feira uma alteração
ao código penal do país para permitir a “libertação condicional antecipada” de
prisioneiros em troca da “sua participação direta na defesa do país, na
proteção da sua independência e integridade territorial”.
De acordo com uma declaração do partido “Servo do Povo”,
liderado pelo presidente Volodymyr Zelensky, os reclusos que não serão
elegíveis incluem “aqueles que cometeram assassínios premeditados, violadores e
pedófilos, funcionários corruptos, aqueles que cometeram crimes contra os
fundamentos da segurança nacional da Ucrânia e aqueles que ocuparam posições
particularmente responsáveis, incluindo deputados e ministros”.
A ação segue-se a uma série de avanços das forças russas ao
longo das linhas da frente e surge no âmbito de uma iniciativa mais vasta da
Ucrânia para fazer face à escassez de efetivos e munições.
A Rússia tem vindo a recrutar prisioneiros desde os
primeiros meses da guerra e tem-nos utilizado em algumas das batalhas mais
ferozes até à data - o que
levou a acusações de que o Kremlin vê estas tropas como mera “carne para
canhão”.
O recrutamento de prisioneiros e a sua subsequente
libertação para a vida civil provocou uma reação negativa na Rússia, uma vez
que muitos foram novamente detidos após terem cometido novos delitos.
Mas as autoridades ucranianas esperam que a medida
contribua, pelo menos de alguma forma, para resolver o desequilíbrio que
enfrenta contra um inimigo cujo conjunto de efetivos é pelo menos três vezes
superior.
“Só é possível resistir a uma guerra total contra um inimigo
com mais recursos se consolidarmos todas as forças. [Trata-se] da nossa luta e
da preservação do Estado ucraniano", disse Olena Shuliak, presidente da
Comissão do parlamento ucraniano para a Organização do Poder Estatal, Autonomia
Local, Desenvolvimento Regional e Planeamento Urbano.
O partido no poder da Ucrânia declarou que a nova lei foi
aprovada por uma maioria de 279 votos num total de 330. Houve zero votos
contra, 11 abstenções e 40 não votaram.
A nova lei exige que os condenados se alistem nas forças
armadas por sua própria vontade. Os que abandonam as forças armadas antes do
fim do contrato são sujeitos a penas de prisão adicionais de cinco a dez anos.
Não se sabe ao certo por quanto tempo os prisioneiros terão de se alistar.
Shuliak afirmou que as pessoas libertadas em liberdade
condicional para cumprir o serviço militar terão o estatuto de “pessoal
militar” e, por conseguinte, estarão sujeitas às mesmas restrições que regem o
seu comportamento.
“Isto inclui, em particular, o abandono não autorizado de
uma unidade militar ou do local de serviço, a deserção, a evasão do serviço
militar através de autoagressão ou de outros meios, o abandono não autorizado
do campo de batalha ou a recusa de utilizar armas”, bem como a rendição
voluntária, disse.
Os candidatos devem primeiro apresentar um pedido de
liberdade condicional. Em seguida, serão submetidos a um exame médico na
instituição penitenciária para determinar se estão mental e fisicamente aptos
para cumprir o serviço.
Um tribunal decidirá então se concede a liberdade
condicional. Em caso afirmativo, o recluso será transferido para uma unidade da Guarda Nacional.
Os contratos podem ser rescindidos em algumas
circunstâncias, como por exemplo por motivos de saúde ou se o ex-recluso
cometer um novo crime. Também podem ser rescindidos no âmbito de uma
desmobilização mais alargada.
Fonte: CNN Portugal, 9 de maio de 2024
Ucrânia pode recrutar entre
15 a 20 mil reclusos para combaterem contra a Rússia
A Ucrânia pode vir a recrutar entre 15 a 20 mil reclusos
para as suas forças armadas, anunciou David Arakhamia, líder do partido de
Volodymyr Zelensky no parlamento ucraniano.
"15-20 mil é o número total de reclusos que podem ser
abrangidos pelos critérios relevantes. Não sabemos quantos deles assinarão um
contrato, porque isso será feito por acordo entre as partes", disse
Arakhami, citado pelo jornal Ukrainska Pravda.
Fonte: CNN Portugal, 8 de maio de 2024
Agora… a mesma coisa, mas em mau.
Putin assina lei que prevê amnistia para os reclusos que combatam nas Forças Armadas da Rússia
Vladimir Putin promulgou há minutos uma lei que prevê a "isenção de responsabilidade criminal" para os reclusos que combatam nas Forças Armadas da Rússia durante o período de mobilização, lei marcial ou em tempo de guerra.
A informação foi avançada pela agência estatal Tass. Esta medida abrangerá reclusos que cometeram delitos de menor ou média gravidade, relatam os meios de comunicação oficiais.
Fonte: CNN Portugal, 24 de junho de 2023
Grupo Wagner diz que 32 000 condenados russos concluíram os seus contratos
O chefe do grupo Wagner, Yevgueni Prigozhin, anunciou este domingo que 32.000 condenados russos concluíram os seus contratos com a formação paramilitar e voltaram para casa, depois de participarem na invasão da Ucrânia.
"Até 18 de junho de 2023, 32 000 pessoas com condenações anteriores que participaram na operação militar especial no território das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk nas fileiras Wagner voltaram para casa", afirmou Prigozhin, citado pela imprensa.
Acrescentou que 0,25% destas pessoas cometeram algum delito após abandonar o lugar onde estavam a operar, o que constitui uma percentagem ínfima tendo em conta a quantidade de ex-presidiários reincidentes que não tiveram qualquer relação com o grupo mercenário.
Segundo o chefe do grupo Wagner, os ex-combatentes daquele grupo cometem "80 vezes menos crimes" do que outros ex-presidiários.
Prigozhin reconheceu, numa entrevista no final de maio, que recrutou cerca de 50 000 reclusos de prisões russas para a ofensiva na Ucrânia.
Fonte: CNN Portugal, 18 de junho de 2023

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