Austrália responde a Elon Musk. “As redes sociais têm uma responsabilidade social. Se o senhor Musk não entende isso, diz mais sobre ele do que sobre o meu governo”
Seinfeld - Jason Alexander
O
primeiro-ministro da Austrália criticou hoje o proprietário da multinacional X
por ter chamado "fascista" ao seu governo, depois de este anunciar
uma proposta de lei para que as redes sociais paguem multas se não controlarem
a desinformação
“As redes sociais têm uma responsabilidade social. Se o
senhor Musk não entende isso, isso diz mais sobre ele do que sobre o meu
governo”, disse, em declarações aos jornalistas, em Camberra, a capital,
Anthony Albanese, citado pelo seu gabinete.
A proposta
de lei do governo australiano prevê que as redes sociais e plataformas digitais
possam ser multadas até 5% da sua receita global se disseminarem informações
enganosas e falsas que causem danos graves.
Segundo o
governo australiano, a proposta procura combater os graves danos causados pela
disseminação de desinformação sobre a segurança, a saúde e o bem-estar dos
australianos, bem como sobre a democracia, a sociedade e a economia do país.
Com a lei, o executivo de Camberra pretende dar mais poderes
à Autoridade Australiana de Comunicações e Média (ACMA) para
supervisionar e regular.
Entre outras medidas, a ACMA poderá impor um código de
conduta, embora não possa remover conteúdos individuais.
A proposta faz parte de uma série de iniciativas que foram
anunciadas ou apresentadas ao parlamento contra o “doxing” (revelar
informações de uma pessoa ‘online’ sem o seu consentimento), a fraude ‘online’
e a imposição de limites de idade para acesso às redes sociais.
Em abril passado, as autoridades australianas forçaram a X a
remover o vídeo de um ataque violento, mas a plataforma só o retirou para a
Austrália.
Em resultado, a Comissão de Segurança Eletrónica australiana
levou a rede social de Elon Musk a tribunal, mas acabou por retirar o processo em julho, quando outro
tribunal decidiu que uma medida cautelar contra o referido vídeo fora da
Austrália era “inexequível”, devido à falta de jurisdição australiana.
Fonte: Sapo 24, 14 de setembro de 2024

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