Reino Unido tem “plano mediático” preparado para anunciar a morte do gato Larry
Pode
não ser amanhã, nem dentro dos próximos meses, mas o governo britânico está a
preparar-se para a sua partida
Larry já entrou para a história como o segundo “reinado” mais longo da
história do Reino Unido, ficando atrás apenas da Rainha Isabel II e
dos seus quase 70 anos no poder. Mas isso também indica que os seus dias podem
estar contados — aos 17 anos,
já ultrapassou a esperança média de vida de um gato malhado e o
governo britânico está preparado para um eventual desgosto.
O jornal The Independent revelou que as autoridades
estão a preparar um “plano mediático” para anunciar a morte do gato. O governo
já tem imagens selecionadas para serem publicadas após a notícia da sua
partida, que estão, alegadamente, armazenadas em pastas no sistema informático
no número 10 da Downing Street, a residência oficial do primeiro-ministro
britânico.
A notícia chegou como um choque para os admiradores do felino, que não esperam ter de dizer-lhe adeus num futuro próximo. Até porque a saúde de Larry não parece estar comprometida. Uma fonte próxima disse ao jornal inglês que o felino “está bem”, tendo outra acrescentado que o plano mediático tem de ser “tratado com muita sensibilidade”.
Levado por
David Cameron de um abrigo para o número 10 de Downing Street, Larry
foi “contratado” para caçar
ratos na
residência oficial. Desde 2011, conheceu outros cinco primeiros-ministros
britânicos: Theresa May, Boris Johnson, Liz Truss, Rishi Sunak e atualmente
Keir Starmer.
O gato vive há 14 anos na residência oficial do
primeiro-ministro e foi o
primeiro a receber o título oficial de Chief Mouser. Mas Larry nem
sempre foi um fã da caça. Quando foi “recrutado” por David Cameron raramente
saía de casa e passava o dia a dormir nos sofás da propriedade. Mas no mesmo
ano, fez jus ao seu novo
posto e matou o primeiro rato, deixando a caça na porta da
residência.
Hoje em dia, além dos roedores, o felino não tem medo e até
já foi visto a perseguir uma raposa. “Quando se sentem ameaçados, os gatos
confrontam qualquer animal, até mesmo os cães. Eles são naturalmente
territoriais e desafiam qualquer animal que esteja no seu território”, explicou
Nicky Trevorrow, especialista em comportamento felino, na altura.
Larry também já conheceu chefes de estado e figuras públicas
de todo o mundo e em 2019, causou tensões diplomáticas quando
resolveu fazer uma sesta em baixo do carro do então presidente americano Donald
Trump. O acontecimento atrasou a saída do ex-presidente da
residência após uma reunião com Theresa May.
Em 2023, após o Reino Unido estender um tapete
vermelho para a visita de Joe Biden, o patudo sentou-se em cima da nova
decoração para
mostrar quem realmente mandava ali.
Fonte: PiT, 2 de setembro de 2024


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