Líder da extrema-direita da Roménia diz que Trump castigará golpistas eleitorais
The Really
Loud House – Aubin Bradley, Jahzir Bruno, Lexi DiBenedetto, Catherine Ashmore
Bradley
O líder da extrema-direita na Roménia, George Simion, atribuiu
hoje a anulação das eleições presidenciais aos partidos pró-europeus,
garantindo que serão punidos pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald
Trump.
“Aqueles
que agiram de forma pérfida aproveitaram os últimos dias da administração Biden
e do Partido Democrata norte-americano”, disse o líder da Aliança
para a União dos Romenos, antecipando que o futuro Governo de Trump irá punir
os “conspiradores do golpe”.
O partido
de Simion ficou em segundo lugar, com 18% dos votos, nas eleições
legislativas do passado domingo, atrás do Partido Social Democrata, que teve
24%.
Donald
Trump Jr., filho do Presidente eleito, afirmou na rede social X que a
anulação das eleições romenas é uma “tentativa marxista de fraudar o resultado e negar a vontade do povo”.
O Tribunal Constitucional da Roménia anulou, na sexta-feira,
todo o processo de eleição do novo chefe de Estado.
A segunda e última volta das eleições presidenciais
realiza-se no domingo, opondo o ultranacionalista pró-Rússia Calin Georgescu -
que ficou em primeiro lugar na primeira volta, com quase 23% dos votos - e a
conservadora europeísta Elena Lasconi.
Simion, que ficou de fora da corrida presidencial na
primeira volta, já apelou ao voto em Georgescu na segunda volta.
Estes dois candidatos qualificaram a anulação das eleições
presidenciais como um golpe de Estado, que o Tribunal Constitucional justificou
pela necessidade de “garantir a imparcialidade e legalidade do processo
eleitoral”.
O Ministério Público está a investigar um possível
financiamento ilegal da campanha de Georgescu, com recurso a fundos provenientes de atividades
criminosas e de branqueamento de capitais, e o Serviço de
Inteligência romeno concluiu também que este candidato recebeu apoio de um
"agente de Estado", cujo nome não revela.
Na quinta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, acusou a Rússia de
estar por detrás de um “esforço em grande escala e bem financiado”
para influenciar as eleições romenas, país membro da União Europeia (UE) e da
NATO.
Simion garantiu que no domingo, data da segunda das eleições
presidenciais, irá à sua
assembleia de voto “acender velas pela democracia” e pediu mais uma vez aos seus
seguidores que “se comportem de forma pacífica” para defender os seus direitos.
Simion convidou ainda todos os eleitores, tanto no
estrangeiro (onde a votação já tinha começado) como na Roménia, a comparecerem
com bandeiras romenas e velas às assembleias de voto para protestar contra o
que chamou de um processo eleitoral viciado e uma "decisão abusiva” do
Tribunal Constitucional.
Georgescu e Simion já disseram que vão recorrer da decisão
do Tribunal Constitucional e que começaram a recolher assinaturas para pedir a
organizações internacionais, como a Organização para a Segurança na Europa
(OSCE) ou a Comissão de Veneza, para assegurarem eleições livres.
Fonte: Lusa, 7 de dezembro de 2024

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