Putin voltou a ameaçar com mísseis mas fez um aviso novo: desta vez falou para as nossas carteiras

Grace - Alisha Bailey, Matt Stokoe

Presidente russo referiu-se ao acordo de trânsito de gás entre a Ucrânia e a Rússia que está muito próximo do fim

"Os preços do gás na Europa vão aumentar". A ameaça vem diretamente do presidente russo, Vladimir Putin, numa altura em que se aproxima do fim o acordo entre a Rússia e a Ucrânia para o trânsito de gás.

"A Ucrânia castiga a Europa ao fechar o trânsito de gás russo", culpou, apontando o dedo a Kiev por se recusar a prolongar o acordo que leva gás à Eslováquia, à República Checa e à Áustria através da Gazprom. “Anunciaram que não iriam renovar o contrato”, constatou, durante um discurso transmitido na televisão russa, citado pelos órgãos de comunicação estatais.

Putin garantiu que já não há tempo para celebrar um novo contrato e assegurou que é a Europa quem vai sofrer com as consequências. “Não existe qualquer contrato e é impossível celebrá-lo em três a quatro dias”, disse. E acrescentou: "A Rússia está disposta a fornecer gás através da Ucrânia a qualquer contra-agente, mas isso é impossível devido à ação judicial de Kiev".

O atual acordo em vigor entre a Rússia e a Ucrânia para dar o gás a outros países, que tinha duração de cinco anos, expira já no dia 31 de dezembro.

Para além da ameaça energética, Vladimir Putin garantiu que a Rússia tem como objetivo acabar com a guerra na Ucrânia e até admitiu que vê na Eslováquia, um país da NATO, um possível mediador. "A Eslováquia está pronta para presidir as negociações entre a Rússia e a Ucrânia", afirmou, sublinhando que a Rússia "não é contra" ter este país como "anfitrião" do processo.

Recorde-se que o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, é considerado como pró-Kremlin, tendo até sido criticado por uma visita à Rússia na semana passada. O próprio confirmou que recusou uma oferta de Volodymyr Zelensky para abdicar do gás russo.

O presidente russo repetiu, no entanto, a ameaça de que podem vir a caminho novos ataques com o novo míssil balístico de origem russa. "A Rússia pode voltar a usar o Oreshnik se necessário, mas não tem pressa", avisou. E não é só: "Se for necessário utilizar armas de médio alcance mais potentes, fá-lo-emos".

Fonte: CNN Portugal, 26 de dezembro de 2024

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