Líder eslovaco admite estar “farto” de Zelensky. “Anda pela Europa a pedir esmolas”, disse
10,000 dollari per un massacro (1967) - Loredana Nusciak, Claudio
Camaso
A
“decisão unilateral” do Presidente ucraniano de cortar o gás russo do gasoduto
significará uma perda anual de "quase 500 milhões de dólares" para a
Eslováquia
O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, comparou o presidente
da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a um mendigo que “anda pela Europa a pedir
esmola” e admitiu estar farto do líder ucraniano. “Não estou aqui para dar a
mão ao presidente Zelensky. Admito que por vezes estou farto dele. Anda pela
Europa a pedir esmolas”, disse Fico numa audição da comissão parlamentar dos
Negócios Estrangeiros.
Fico referia-se à persistência de Zelensky em solicitar
ajuda militar e financeira aos aliados europeus para defender a Ucrânia da
agressão russa a que está sujeita há quase três anos. No dia 9, Zelensky
participou na abertura da 25.ª reunião do Grupo de Contacto para a Defesa da
Ucrânia, na base aérea norte-americana de Ramstein, na Alemanha, para discutir
com os seus principais aliados formas de apoio ao país no combate à invasão
russa.
Fico reagiu também com veemência à decisão de Zelensky em
não renovar o contrato de trânsito de gás com a Gazprom para o gasoduto
Druzhba, que priva a Eslováquia de ter acesso a combustível mais barato e de
impor taxas de trânsito para o gás fornecido a países terceiros, estimadas em
cerca de 500 milhões de euros por ano.
No início de janeiro, Zelensky cortou o fluxo de gás russo
em trânsito pelo seu território, o que fez prejudicou a Eslováquia, um país
altamente dependente do combustível russo. Fico avançou na altura que a
“decisão unilateral” do presidente ucraniano significará uma perda anual de
“quase 500 milhões de dólares” para a Eslováquia, e acusou o líder ucraniano de
sabotar as finanças da União Europeia (UE).
Durante a mesma sessão parlamentar, o primeiro-ministro
eslovaco deu explicações sobre a sua recente e controversa viagem a Moscovo,
afirmando que o objetivo do seu encontro com o presidente russo Vladimir Putin
consistia na negociação de formas alternativas de fornecimento de gás natural
russo.
Confrontado com questões da oposição, Fico afirmou que
“Moscovo teve as suas razões para violar o direito internacional” e invadir a
Ucrânia em fevereiro de 2022. Segundo o primeiro-ministro, a Eslováquia é um
dos países mais afetados pelo conflito entre Moscovo e Kiev, que já privou a
população eslovaca do fornecimento de gás durante a crise de 2008.
“Se a Ucrânia nos enganar,
como nos enganou em 2008, e nos prejudicar, seremos os primeiros a
suspender qualquer ajuda humanitária” a Kiev, disse o chefe do Governo
eslovaco.
Fonte: ECO, 10 de janeiro de 2025

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