A vida secreta da mulher que casou com Mariana Mortágua
Master Crimes - Alice Blanché
“Sei que este tipo pressão e perseguição política vai
continuar e até subir de tom. Seja porque sou mulher, seja porque sou de
esquerda, seja porque sou uma mulher lésbica,
seja porque sou filha de um resistente antifascista, seja porque,
aparentemente, tenho o dom de incomodar algumas pessoas com muito poder. Sei
que infelizmente e para algumas pessoas vale tudo na política”. “Vou continuar
a ser quem sou e a fazer o meu trabalho”.
Mariana Mortágua
(Na esquerda que a infraestrutura favoreceu com bons rendimentos deduz-se que, “mulher lésbica”, não é um pleonasmo vicioso, mas a declaração de que há lésbicas que não são mulheres)
Conheça
Joana Pires Teixeira, a mulher com quem a líder do BE deu o nó
Mariana Mortágua, líder do Bloco de Esquerda (BE), deu o nó
pelo civil no passado dia 12 de junho [2024] e surpreendeu muita gente, não
pela orientação sexual - assumiu
publicamente a sua homossexualidade em 2023 – mas porque o enlace acabou por
revelar a identidade da eleita do seu coração,
quando o CM teve acesso à certidão de matrimónio: Joana Filipa Mourisca e Pires
Teixeira, 33 anos, gestora de projeto na Fundação Calouste Gulbenkian e também
ela uma militante do mesmo partido, e tal como se pode confirmar no site da
Junta de Freguesia de Arroios, em Lisboa, membro dessa Assembleia.
A atividade política já tem uns anos: nas eleições
autárquicas de 2017, apoiava Ricardo Robles e já tinha sido candidata ao cargo.
Entre 2018 e 2021 foi assessora do vereador dos Direitos Sociais da Câmara
Municipal de Lisboa, Manuel Grilo, e chegou mesmo a ser candidata à Assembleia
Municipal de Lisboa em 2021.
Na Fundação Calouste Gulbenkian, Joana Pires Teixeira
"integra o Fundo Europeu para os Média e a Informação, que desenvolve
projetos para verificar a verificação de factos e literacia mediática", e que por acaso foi
"criado com um donativo da Google", de acordo com o jornal Tal
& Qual.
A ligação aos média vem na certidão de nascimento, adianta a
mesma publicação. É filha de Henrique Manuel Pires Teixeira que nasceu em
Nampula, Moçambique, há 71 anos e por lá começou a colaborar com o jornal Notícias
da Beira. Voltou para Portugal depois do 25 de Abril e em Lisboa ingressou
na Faculdade de Direito, tornando-se advogado e ainda hoje com consultório
aberto na Avenida Fontes Pereira de Melo. Todavia, nunca se desligou dos
jornais: foi diretor do A Comarca, de Figueiró dos Vinhos (que tinha
como subdiretor Valdemar Alves, ex-presidente social democrata da Câmara de
Pedrógão Grande que esteve a braços com a justiça após os incêndios de 2017),
integrou a Comissão da Carteira Profissional e pertenceu durante vários anos à
Associação Portuguesa de Imprensa (API), entidade da qual (terá sido pura
coincidência?) a filha foi assessora entre 2015 e 2018.
Já a cerimónia foi íntima e apenas para alguns familiares e
amigos. Mariana Mortágua acabou por faltar à reunião plenária no Parlamento, a
12 de junho, véspera do Dia de Santo António, e justificou com
"matrimónio". E, entretanto, surgiu de aliança no dedo anelar
esquerdo", pode ler-se. Durante uma semana após o enlace nem Mariana nem Joana
fizeram qualquer post nas redes sociais. Não se sabe qual foi o
destino da lua de mel mas certo é que não foram incomodadas pelas novas
tecnologias, um luxo nos dias que correm!
Fonte: Correio da Manhã, 24 de agosto de 2024

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