Catarina Martins fica retida em Marrocos: "Não se identificaram e disseram que somos personas non gratas"
Perry Mason
(1957-1966) - Raymond Burr, Joan Tabor
Catarina
Martins terá ficado retida em Marrocos durante uma missão de eurodeputados.
"Não conseguimos perceber por que não podemos fazer a nossa missão de
observação", disse num vídeo partilhado nas redes sociais da eurodeputada
Isa Serra, também impedida de entrar no território
Catarina Martins e os eurodeputados Jussi Saramo e Isa Serra
foram impedidos de desembarcar no Sara Ocidental, Marrocos, esta quinta-feira,
enquanto participavam numa missão de observação de deputados do Parlamento
Europeu, denunciaram num vídeo partilhado nas redes sociais.
“Disseram-nos simplesmente que somos personas non gratas e que, portanto, não podemos desembarcar. Não percebemos quem são as pessoas que nos estão a impedir, não se identificaram, também não percebemos de quem vem a ordem. Estamos a contactar as nossas embaixadas para tentar perceber o que é que se passa”, explicou a eurodeputada do BE nu m vídeo partilhado nas redes sociais.
Na mesma publicação, a eurodeputada ainda questionou porque
é que a missão de observação não pode ser cumprida.
Noutro vídeo, divulgado pelo jornal espanhol Diario RED, é possível ver Isa Serra, do Podemos, e a bloquista Catarina Martins a serem empurradas por um homem "presumivelmente das forças de segurança marroquinas", como diz o jornal online do BE Esquerda.net, e, posteriormente, fechadas dentro do avião em que seguiam.
Ouve-se, ainda, Catarina Martins a pedir uma justificação
para o que está a acontecer e a perguntar quem ordenou, mas não tem sucesso na
resposta. Já a espanhola Isa Serra pediu várias vezes para o homem que estava a
impedir a passagem na porta "não empurrar
assim", como se vê nas imagens.
Segundo o Esquerda.net, "a visita tinha uma
agenda organizada para conhecer as violações dos direitos humanos e um encontro
com a MiNURSO (Missão das Nações Unidas encarregada do cumprimento do referendo
de autodeterminação do Sahara Ocidental), incluindo ainda encontros com
associações do próprio território 'que denunciam a pilhagem dos recursos
naturais por empresas europeias e marroquinas no território ocupado'".
Fonte: SIC Notícias, 20 de fevereiro de 2025











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