Disney investigada por regulador dos EUA por promover diversidade
The Night
Manager – Elizabeth Debicki
Desde o
seu regresso em janeiro à Casa Branca que Donald Trump tem tentado desmantelar
programas de inclusão das minorias em todos os setores da sociedade
norte-americana
O regulador de telecomunicações norte-americano (FCC) vai
investigar os esforços da Disney e da sua filial ABC para promover a
diversidade, anunciou sexta-feira Brendan Carr, presidente da entidade.
As duas empresas estão a ser visadas no âmbito dos esforços da administração do presidente norte-americano, Donald Trump, para eliminar programas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) em locais como universidades, agências governamentais ou grandes empresas.
"Estou preocupado com o facto de a ABC e a sua
empresa-mãe terem promovido e poderem ainda estar a promover formas injustas de
DEI de uma forma que não está em conformidade com os regulamentos da FCC",
escreveu Brendan Carr numa carta dirigida à empresa de entretenimento e que foi
revelada na rede social X (antigo Twitter).
A Disney colocou entre as suas prioridades a promoção da
diversidade e "aparentemente fê-lo de uma forma que infetou muitos aspetos
das decisões da sua empresa", segundo o dirigente.
Em fevereiro, Brendan Carr já tinha informado a Comcast e a
NBC Universal sobre as investigações que enfrentavam devido aos seus esforços
quanto a igualdade, agradecendo, na altura, ao presidente pelos esforços para
"erradicar o flagelo da SED".
Trump tem tentado desmantelar programas de inclusão
Desde o seu regresso em janeiro à Casa Branca que Donald
Trump tem tentado desmantelar programas de inclusão das minorias em todos os
setores da sociedade norte-americana.
O republicano declarou os programas ilegais no âmbito do
Estado federal e ameaça processar as empresas que os implementam.
No início deste mês, o historiador Kevin Levin, especialista
na Guerra Civil Americana, denunciou que o Cemitério
Nacional de Arlington tinha começado a apagar a história dos veteranos e das
mulheres militares negras e hispânicas do seu site.
Descendentes de nativos norte-americanos, que desempenharam
um papel fundamental durante a Segunda Guerra Mundial, manifestaram-se chocados
ao descobrir que os contributos tinham sido retirados dos registos públicos.
Empresas eliminaram programas de diversidade
Além das instituições federais, várias grandes empresas
americanas - incluindo a Google, a Meta, a Amazon e a McDonalds - eliminaram
totalmente os seus programas de DEI ou reduziram-nos significativamente.
As medidas nasceram da luta pelos direitos civis na década
de 1960, liderada principalmente por afro-americanos, para promover a igualdade
e a justiça após centenas de anos de escravatura e segregação racial.
Atualmente, os negros
norte-americanos e outras minorias continuam
a enfrentar níveis desproporcionados de violência policial, detenção, pobreza e
crimes de ódio, de acordo com dados oficiais.
Fonte: SIC Notícias, 29 de março de 2025

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