Donald Trump ameaça que "coisas muito más" vão acontecer ao Irão se não dialogar com Estados Unidos
Perry Mason
(1957-1966) – Bethel Leslie, George Macready
Donald
Trump tem intensificado a política de "pressão máxima" sobre o Irão,
com sanções adicionais e a ameaça de uma ação militar em caso de recusa de
conversações
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu que
"coisas muito más" vão acontecer ao Irão, se não concordar em
sentar-se e negociar com Washington sobre o programa nuclear.
Em declarações aos jornalistas na Casa Branca, Trump lembrou
que no início do mês enviou uma carta ao líder do Irão, ayatollah Ali Khamenei,
instando-o a negociar o programa nuclear iraniano.
"Enviei-lhes uma carta recentemente e disse-lhes que
teriam de tomar uma decisão, de uma forma ou de outra, e que teríamos de
conversar e resolver a situação, ou coisas muito
más iriam acontecer ao Irão, e eu não quero que isso aconteça",
afirmou.
Paralelamente a este apelo para o diálogo, Donald Trump tem
intensificado a política de "pressão máxima" sobre o Irão, com
sanções adicionais e a ameaça de uma ação militar em caso de recusa de
conversações.
De acordo com a imprensa norte-americana, a carta que Trump
enviou a Khamenei, no início deste mês, incluía um prazo de dois meses para
chegar a um acordo sobre o programa nuclear iraniano e afirmava existirem
"duas maneiras de lidar com o Irão: militarmente ou chegando a um
acordo".
Na quinta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros
iraniano, Abbas Araghchi, disse que Teerão tinha formulado uma resposta à carta
do presidente norte-americano, sem especificar o conteúdo.
Araqchi reiterou que a posição iraniana continua a ser a de "não negociar diretamente [com os Estados Unidos]
sob pressão máxima e ameaças de ação militar". Contudo, notou que
"negociações indiretas, tal como existiram no passado, podem continuar".
Ainda na segunda-feira, o chefe da diplomacia iraniana
salientou que, com as acusações e as exigências da administração
norte-americana, não vão entrar em negociações diretas.
Durante o primeiro mandato (2017-2021), Trump ordenou a
saída unilateral dos EUA do acordo nuclear com o Irão, negociado em 2015 pela
administração Barack Obama (2009-2017) juntamente com China, França, Rússia,
Reino Unido e Alemanha.
O pacto limitava o programa nuclear do Irão em troca do
levantamento das sanções económicas. Com a saída do acordo, Trump restabeleceu
as sanções contra a República Islâmica.
O Irão e os Estados Unidos não mantêm relações diplomáticas
desde 1980. Mas os dois países trocam informações indiretamente através da embaixada suíça em Teerão, que representa os
interesses norte-americanos no Irão.
Fonte: SIC Notícias, 29 de março de 2025


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