Líderes da UE insistem com Turquia e Reino Unido que "não se pode recompensar agressor"
Father
Brown – Ruby-May Martinwood, Mark Williams, Claudie Blakley, John Light
O presidente do Conselho Europeu e a presidente da Comissão
Europeia expressaram hoje a Ancara, Londres,
Oslo e Reiquejavique que a paz na Ucrânia tem de ser alcançada “sem
recompensar o agressor”, insistindo que o “momento é crítico”.
Em comunicado conjunto, António Costa e Ursula von der Leyen
disseram que durante a reunião do Conselho Europeu, na quinta-feira, os líderes
dos 27 países da UE “aplaudiram a decisão da
Ucrânia de anunciar que está pronta para um cessar-fogo total”.
Contudo, face à ambiguidade da resposta de Moscovo à
proposta de um cessar-fogo de 30 dias às infraestruturas energéticas e
críticas, os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia,
respetivamente, lembraram os parceiros Turquia,
Reino Unido, Noruega e Islândia de
que “a paz não pode ser recompensar o agressor e
que a pressão à Rússia tem de aumentar”.
Em videoconferências, os dois representantes do bloco
comunitário apresentaram ao presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, aos
primeiros-ministros britânico, Keir Starmer, norueguês, Jonas Gahr Store, e à
chefe do Governo islandês, Kristún Frostadóttir, as conclusões da cimeira que,
essencialmente, se debruçou sobre a competitividade da UE.
Ao considerar que ao nível dos 27 há “um claro entendimento
de que a Europa está a atravessar um período excecional”, Costa e von der Leyen explicaram aos parceiros não
pertencentes ao bloco a iniciativa para deixar a indústria de defesa reforçada
até 2030, tendo enaltecido a iniciativa entre França e Reino Unido
para apoiar as Forças Armadas ucranianas e avançar na concretização das
garantias de segurança futuras.
A UE tem procurado diversificar os parceiros que tem para
pressionar o Kremlin, face a uma alteração na posição dos Estados Unidos, mais
favorável à Rússia do que a Kiev e a Bruxelas, bem como um contexto geopolítico
mais incerto.
Fonte: Lusa, 21 de março de 2025
Os líderes europeus perseveram na caturrice de não meter licença sem vencimento durante meio ano, decisão sustentável com os seus principescos honorários, e irem combater pela Ucrânia. A democracia merecia.

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