Meloni admite alargar proteção à Ucrânia com base no Artigo 5.º da NATO sem Kiev pertencer à aliança
Henry
Danger (2014-2020) – Cooper Barnes, Michael D. Cohen
Parece claro que continuam a existir divisões entre os
países da União Europeia no que respeita ao envio de tropas para a Ucrânia.
Numa declaração oficial após a cimeira de Paris de apoio à Ucrânia, o governo italiano reafirmou a recusa de Roma em enviar tropas para defender quaisquer acordos de paz. A única condição, já avançada anteriormente, para Itália enviar tropas, seria como parte de uma missão de paz liderada pela ONU.
O comunicado refere ainda que a primeira-ministra Giorgia
Meloni sublinhou a importância de uma colaboração contínua com os Estados
Unidos para ajudar a pôr termo ao conflito, manifestando a esperança de que os
EUA participem na próxima reunião europeia sobre a Ucrânia.
No entanto, uma das principais conclusões da cimeira - vista como uma vitória para o governo italiano
- foi a referência ao Artigo 5.º da NATO.
De acordo com o comunicado, nas discussões sobre o
estabelecimento de “garantias de segurança” para a Ucrânia, Meloni reafirmou
que estas poderiam estar ligadas ao que está previsto no Artigo 5.º do Tratado
de Washington - uma posição saudada pelo presidente francês Emmanuel Macron.
A primeira-ministra italiana, Giorgia
Meloni, já tinha sugerido que a NATO poderia alargar as proteções do Artigo 5.º
à Ucrânia sem conceder a adesão de Kiev à aliança.
O Artigo 5.º do Tratado do Atlântico Norte (NATO) estabelece
que um ataque a um país membro da aliança é considerado um ataque a todos os
países membros, a base do princípio de defesa coletiva da NATO.
Fonte: Euronews, 28 de março de 2025




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