Trump ataca a universidade mais antiga dos EUA: ou pede desculpa ou vai sofrer
Doctor
Odyssey – Phillipa Soo, Joshua Jackson, Sean Teale
A
administração Trump quer que a Universidade de Harvard peça desculpa e
questionou o objetivo do financiamento federal, depois de ter congelado 2,2 mil
milhões de dólares em subsídios plurianuais para a universidade esta
segunda-feira
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, enquadrou a ação do governo como um esforço para conter o
antissemitismo nos campus universitários. Mas a administração também
está a exigir que a universidade elimine os seus programas de diversidade,
equidade e inclusão, proíba as máscaras nos protestos no campus e garanta
práticas de contratação baseadas no mérito.
Pressionada acerca da ameaça do presidente americano, na
terça-feira anterior, de tributar Harvard como
uma entidade política e remover o seu estatuto de isenção fiscal,
Leavitt "chutou" as perguntas para o fisco, mas disse que a
universidade precisava de pedir desculpa.
Trump, disse Leavitt, “quer
ver Harvard pedir desculpas, e Harvard deve pedir desculpas pelo antissemitismo
flagrante que ocorreu no seu campus universitário contra estudantes
judeus-americanos”.
Leavitt referiu-se às observações feitas durante uma audição
no Congresso pela antiga reitora da universidade, Claudine Gay, segundo as
quais apelar ao genocídio dos judeus “pode” violar as regras de Harvard em
matéria de intimidação e assédio “dependendo do contexto”. Gay pediu desculpa
pelas suas afirmações.
Leavitt referiu-se também ao que descreveu como o facto de
Harvard não ter disciplinado os estudantes envolvidos num acampamento no campus
e na perturbação das aulas. "O presidente acredita que Harvard deve pedir desculpas aos seus estudantes
judeus-americanos por permitir um
comportamento tão flagrante”, disse Leavitt.
A porta-voz abordou mais do que uma vez a questão do
financiamento federal.
"Acho que o presidente também está a fazer uma boa
pergunta: mais de 2 mil milhões de dólares para
Harvard quando eles têm uma dotação de mais de 50 mil milhões de dólares - porque é que os contribuintes americanos estão
a subsidiar uma universidade que já tem milhares de milhões de dólares no
banco? E não deveríamos certamente estar a financiar um local onde existe um nível de antissemitismo tão grave",
afirmou.
Fonte: CNN Portugal, 15 de abril de 2025
Trump ameaça tirar benefícios fiscais à universidade de
Harvard
O presidente
norte-americano, Donald Trump, ameaçou hoje retirar importantes benefícios
fiscais a Harvard, um dia depois de a prestigiada universidade norte-americana
ter recusado satisfazer as exigências feitas pela Casa Branca
“Talvez Harvard devesse
perder o seu estatuto de isenção fiscal e ser tributada como uma entidade
política, se continuar a defender a ‘doença’ política, ideológica, de inspiração/apoio ao terrorismo”,
escreveu o presidente republicano na sua rede social Truth Social.
“Lembrem-se, o Estatuto de Isenção Fiscal está totalmente
condicionado à atuação no INTERESSE PÚBLICO!”, frisou Trump, recorrendo a
letras maiúsculas para acentuar o conteúdo da mensagem.
A nova crítica à instituição académica ocorre um dia depois
de a administração dos Estados Unidos ter
decidido retirar 2,2 mil milhões de dólares
(1,94 mil milhões de euros) de subsídios federais plurianuais a Harvard.
A universidade privada com sede perto de Boston, que possui
um património de mais de 50 mil milhões de dólares (44,1 mil milhões de euros),
beneficia de uma isenção de impostos federais e estaduais, neste caso do estado
de Massachusetts.
Tal como outras universidades norte-americanas, Harvard foi
palco de protestos estudantis contra a guerra de Israel na Faixa de Gaza, e tem
sido alvo de críticas por parte da Casa Branca desde que Donald Trump regressou
ao poder, em janeiro passado.
O chefe de Estado tem acusado Harvard e as outras
instituições de permitirem que o antissemitismo
se desenvolva nos seus campus, tendo a administração republicana
solicitado que pusessem em prática uma série de medidas - incluindo uma “auditoria” às
opiniões dos estudantes e do pessoal docente - sob pena de o governo
federal travar subsídios.
Ao contrário da Universidade de Columbia, em Nova
Iorque, Harvard recusou-se a cumprir.
Numa carta dirigida aos estudantes e professores, o reitor
da universidade, Alan Garber, garantiu-lhes na segunda-feira que Harvard não
renunciaria "à sua independência, nem aos seus direitos
constitucionalmente garantidos".
Fonte: Lusa, 15 de abril de 2025

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