Grupo dos Cinco garante que estão a ser dados passos concretos para “uma Europa da defesa”

Perry Mason (1957-1966) – Nobu McCarthy, Bill Walker

Os ministros da Defesa do chamado Grupo dos Cinco (E5), que junta Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Polónia, reafirmaram hoje, em Roma, o empenho em construir “uma Europa da defesa”, garantindo que estão a ser dados passos concretos.

“Cinco ministros diferentes, com cinco coligações diferentes, cinco histórias políticas diferentes, mas concordamos todos com a necessidade de construir uma Europa da defesa. Todos nós temos a mesma visão, queremos construir uma Europa da defesa de uma forma concreta e, perante o maior perigo para a Europa, estamos a dar uma resposta concreta", declarou o anfitrião da reunião, o ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto, na conferência de imprensa realizada no final do encontro.

Crosetto acrescentou que todos os participantes têm consciência de que “cada uma das nações” do Grupo Europeu dos chamados Cinco “pesos pesados” da Europa em matéria de Defesa têm noção de que são “demasiado pequenas para enfrentar os desafios” atuais, pelo que foi possível “ultrapassar o egoísmo” e trabalhar em conjunto.

“Temos também um défice industrial a colmatar. As nossas indústrias não estavam preparadas para produzir a quantidade de armamento que é atualmente necessária para nos defender", observou, comentando que tal “não é fácil”, mas garantindo que estão a ser dados passos concretos.

“Estamos a fazê-lo mês a mês. É um caminho muito importante que está a fazer com que a Europa da defesa cresça rapidamente", disse.

Relativamente à guerra na Ucrânia, e no mesmo dia em que, em Istambul (Turquia), arrancaram as primeiras conversações diretas entre russos e ucranianos desde as primeiras semanas após o início da invasão russa em 2022, o ministro italiano adiantou que foi discutido “o apoio à Ucrânia, salientando a necessidade de uma coordenação estreita, evitando duplicações para uma maior eficácia”.

A seu lado, o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, comentou que o presidente russo, Vladimir Putin, "está a mostrar que não tem qualquer interesse em acabar com a guerra", já que, depois de ter proposto, na semana passada, negociações diretas com a Ucrânia, não respondeu ao desafio do seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, para se reunirem em Istambul, tendo antes enviado uma delegação considerada de “segunda linha”.

"Não está minimamente interessado em acabar com esta guerra de ataque" e "não mostrou qualquer interesse em falar" com Zelensky, observou o ministro da Defesa alemão.

Nesta reunião no chamado formato E5 participaram os ministros da Defesa de Itália, Alemanha, França (Sébastien Lecornu), Polónia (Władysław Kosiniak-Kamysz) e Reino Unido (John Healey), assim como o comissário europeu para a Defesa (Andrius Kubilius) e o secretário-geral adjunto da NATO (François-Marie Gougeon).

O E5 é “um formato de cooperação informal criado em resposta aos desafios geopolíticos contemporâneos para reforçar o diálogo político e militar, especialmente no contexto da segurança e defesa do continente, com especial destaque para o apoio à Ucrânia e o reforço das capacidades de defesa europeias”, segundo referiram os países integrantes.

Esta foi a quarta reunião, depois daquelas celebradas em Berlim, a 25 de novembro do ano passado, em Varsóvia, a 13 de janeiro do corrente ano, e em Paris, a 12 de março.

Fonte: Lusa, 16 de maio de 2025

Depois do clubinho dos ministros das Finanças, o chamado Eurogrupo, que brilhou durante a falência dos bancos. Agora nasce o clubinho dos ministros da Defesa, o E5, que brilhará nos amanhãs keynesianos.   

Há um caminho mais barato: produzir chefias militares competentes em vez de pavões com berloques pendurados nas fardas. O argumento de as “nossas indústrias não estavam preparadas para produzir a quantidade de armamento que é atualmente necessária para nos defender” encaixa noutra secção que não a guerra, na profissão de angariador de bons negócios.

Empresas alemãs de armamento:

1. Rheinmetall AG - líder na indústria de defesa alemã, produz armas, munições, veículos blindados e sistemas eletrónicos militares.

2. Heckler & Koch GmbH – reconhecida mundialmente pela fabricação de armas ligeiras, como o fuzil de assalto G36 e a pistola USP.

3. Diehl Defence - especializada em munições, mísseis e sistemas de defesa aérea.

4. Krauss-Maffei Wegmann (KMW) - famosa pelos seus veículos blindados, incluindo o tanque Leopard 2.

5. MTU Aero Engines - fabricante de motores de aeronaves militares.

6. Hensoldt - empresa focada em sensores, radares e sistemas eletrónicos de defesa.

Empresas francesas de armamento:

1. Nexter Systems - principal fabricante francês de veículos blindados, artilharia e munições. Sucessora da GIAT.

2. Dassault Aviation – continua a produzir aeronaves militares e civis, sendo o Rafale o seu produto mais emblemático.

3. Thales Group - um dos maiores grupos de eletrónica de defesa do mundo, com ampla gama de produtos e serviços.

4. MBDA - consórcio europeu (inclui França, Itália e Reino Unido) especializado em mísseis e sistemas de lançamento.

5. Safran - grande grupo de alta tecnologia, produz motores para aeronaves militares, sistemas eletrónicos e equipamentos de defesa.

6. Nexter Robotics - focada em robótica militar e sistemas autónomos.

7. Arquus - especialista em veículos militares de transporte e combate.

8. Dassault Aviation - famosa pelos seus aviões militares, incluindo o Mirage e o Rafale.

Empresas italianas de armamento:

1. Leonardo S.p.A. (antiga Finmeccanica) - o maior grupo industrial de defesa da Itália e um dos maiores da Europa. Produz aeronaves, helicópteros, eletrónica militar, sistemas de defesa, veículos blindados, entre outros.

2. Beretta - continua a produzir armas de fogo civis e militares, sendo fornecedor de vários exércitos.

3. Oto Melara (agora parte da Leonardo) - continua a desenvolver sistemas de artilharia naval e terrestre.

4. Iveco Defence Vehicles - fabricante de veículos blindados para uso militar.

5. Piaggio Aerospace - produz aeronaves militares, incluindo aviões de patrulha marítima.

6. Vega Group - empresa focada em sistemas eletrónicos de defesa e segurança.

Empresas britânicas de armamento:

1. BAE Systems - a maior empresa de defesa do Reino Unido e uma das maiores do mundo, produzindo aeronaves, navios, veículos blindados, sistemas eletrónicos e mísseis.

2. Rolls-Royce Holdings - produz motores aeronáuticos militares e civis, incluindo motores para caças e aviões de transporte militar.

3. QinetiQ- empresa de tecnologia e defesa focada em pesquisa, desenvolvimento e testes de sistemas militares.

4. Cobham plc - especialista em sistemas de comunicação, aviação e defesa eletrónica.

5. MBDA UK - parte do consórcio europeu MBDA, especializada em mísseis e sistemas de lançamento.

6. Chemring Group - produz munições, contramedidas e dispositivos pirotécnicos para defesa.

7. Thales UK - divisão britânica do grupo francês Thales, focada em eletrónica de defesa, radares e sistemas de comunicação.

Empresas polacas de armamento:

1. Fabryka Broni "Łucznik" Radom - continua a ser uma das principais produtoras de armas pequenas e ligeiras, incluindo pistolas e fuzis.

2. PGZ (Polska Grupa Zbrojeniowa) - grupo estatal que congrega diversas empresas de defesa na Polónia, atuando na produção de armamento, veículos blindados, munições e sistemas eletrónicos.

3. WB Electronics - focada em eletrónica militar, veículos não tripulados (drones) e sistemas de comando e controlo.

4. Mesko - fabricante de munições e mísseis, parte do grupo PGZ.

5. Huta Stalowa Wola (HSW) - especialista em artilharia, sistemas de foguetes e veículos militares.

6. Tarnów Defense Industry – parte da PGZ, produz armas pequenas, munições e sistemas de tiro.

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