Mariana Mortágua surpreende em prova de cervejas - E acerta no nome de todas
A coordenadora
do Bloco de Esquerda mostrou que ninguém a vence no que toca a conhecimentos
sobre cerveja
Mariana Mortágua foi a mais recente convidada de Guilherme
Geirinhas no podcast Bom Partido. Durante a entrevista, o comediante
resolveu desafiar a coordenadora do Bloco de Esquerda. Tudo porque esta é
bastante entendida em... cervejas.
A prova consistia em adivinhar o nome das cervejas, enquanto
estava vendada. Geirinhas começou por duas marcas bastante conhecidas em
Portugal e a bloquista não tardou em dizer de quais se tratavam. A partir daí,
a dificuldade aumentou.
Mas Mariana Mortágua mostrou que realmente dá cartas nesta
matéria. "Bem, isto é impressionante. Tu percebes mesmo de cerveja",
disse o humorista, visivelmente admirado, após a bloquista ter adivinhado o
nome de todas as cervejas, nas três rondas.
Fonte: Fama Show, 7 de maio de 2025
Papilas gustativas, treinadas num laboratório de microbiologia vaginal, desenvolvem uma sensibilidade apurada, um paladar gourmet — como os ouvidos de um tisico a distinguir o som da chuva miúda num telhado de zinco quente ou o tato de um maneta a segurar uma cerveja no inferno. Há ácidos – o láctico e o acético –, há um pH ácido digno de um bom sauvignon blanc, há estrogénios que, na sua dança rítmica do ciclo menstrual, afinam a textura e o bouquet da secreção. As mucinas dão corpo, como um bom colágeno de osso cozido, enquanto as feromonas – invisíveis mensageiras da sobrevivência da espécie – atuam no nariz como trufas negras rasuradas num prato quente. E se os monges zen encontravam iluminação ao varrer folhas secas, os ocidentais da ordem internacional baseada em regras podem encontrar a sua ao lamber uma fermentação controlada a 37 graus Celsius.
As moçoilas da Era Muito Moderna, surfando nesta banheira efervescente de mensagens químicas e bio-hormonas sincronizadas, como uma coreografia de Busby Berkeley, aprimoram as suas soft skills para números de salão com a desenvoltura de um Descartes em tournée pelas cortes barrocas da Europa, mas agora com autonomia ovárica e assertividade feminista. São elas que ditam o ritmo do novo salão, onde feromonas e neurotransmissores e muita ocitocina substituem leques e abanicos como instrumentos de poder.

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