Portugal vai cumprir despesa militar de 5% do PIB em “duas etapas”, diz Rangel
Perry Mason
(1957-1966) – John Lupton, Terry Huntingdon, Maura McGiveney
Paulo
Rangel diz que Portugal vai cumprir os compromissos com a NATO em "duas
etapas": gasto de 3,5% do PIB em "investimento claro" e mais
"1,5% em infraestruturas"
O chefe da diplomacia portuguesa garantiu esta segunda-feira
que Portugal irá cumprir as “duas etapas” do compromisso de chegar aos 5% de
gastos em defesa. Em conferência de imprensa conjunta com o homólogo alemão,
Johann Wadephul, que se encontra de visita a Lisboa, Paulo Rangel lembrou que Portugal é um membro fundador da Organização do Tratado do Atlântico Norte
(NATO) e garantiu que os vai cumprir.
“Obviamente que há aqui duas etapas, uma etapa é a etapa dos 2% [do produto interno bruto], em que Portugal não estava ainda no nível que é exigível para os países da NATO. Além disso, temos depois esta proposta dos 5%, mas, como sabe, o secretário-geral, Mark Rutte, dividiu isso em 3,5%, que será justamente de investimento na defesa no sentido mais clássico e tradicional do termo, e depois 1,5% em infraestruturas”, especificou.
“Isto significa estradas,
portos, aeroportos, muitas delas são estruturas, no fundo, de duplo uso,
isto é, infraestruturas críticas para cada Estado, mas, num tempo em que os
riscos são maiores, têm de estar preparados para outras eventualidades”,
concluiu.
Rangel criticou ainda as “contínuas e inaceitáveis
agressões” da Rússia à Ucrânia. “Rejeitamos categoricamente os ataques que o
regime russo tem feito nestes últimos dias em cidades ucranianas. Todos os ataques são agressões inaceitáveis e com uma
grande desproporção”, sublinhou.
“Estaremos sempre do lado do
direito internacional e isso
significa condenar a Rússia e apoiar o esforço que a Europa, a União Europeia,
o Reino Unido, o Canadá, outros países, os Estados Unidos também e a NATO, em
particular, tenham feito no sentido de respaldar a Ucrânia”, acrescentou
Segundo Rangel, que se escusou a responder a um pedido para
comentar as palavras do presidente norte-americano sobre o homólogo russo –
Donald Trump acusou Vladimir Putin de estar “completamente louco” –, Portugal tem participado na chamada ‘Coligação dos
Dispostos’, que visa preparar o futuro e dar garantias de segurança
à Ucrânia.
“Assinámos também um tratado de garantias de segurança com a
Ucrânia com o presidente [Volodymyr] Zelensky aqui em Portugal em maio do ano
passado e apoiamos completamente todos os esforços da União Europeia e do Reino
Unido em particular, que tem estado aqui sempre, do Canadá também, sempre ao
lado da Ucrânia e da NATO e vamos manter isso”, insistiu.
Fonte: Eco, 26 de maio de 2025


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