Grupo ligado ao Daesh em Gaza armado por Israel
O antigo ministro da Defesa de Israel Avigdor Liberman deu a
notícia no canal estatal israelita, a KAN. De acordo com o antigo governante,
Telavive está a armar um grupo com ligações ao autoproclamado Estado Islâmico,
que é rival do Hamas na Faixa de Gaza: Abu Shabab. O primeiro-ministro,
Benjamin Netanyahu, veio depois confirmar e questionar: “Qual é o problema?”
Segundo a entrevista de Avigdor Liberman, a ordem foi dada
unilateralmente pelo Benjamin Netanyahu. “O governo israelita está a dar armas
a um grupo de criminosos, que se identificam com o autoproclamado Estado
Islâmico, sob a direção do primeiro-ministro”, denunciou.
“Do que tenho conhecimento, isto não foi aprovado pelo
gabinete [de segurança]”, denunciou ainda o ex-ministro, acrescentando que o
Shin Bet — a agência de segurança interna israelita — soube, contudo, de
antemão.
Num comunicado citado pelo Times of Israel, o
gabinete do primeiro-ministro não negou inicialmente as alegações. Apenas
garantiu que Telavive está a “trabalhar para derrotar o Hamas através de vários
meios, baseando-se em recomendações de todos os líderes de segurança”.
Mais tarde, num vídeo publicado no X, Benjamin Netanyahu
confirmou que Israel está a armar grupo com ligações ao autoproclamado Estado
Islâmico em Gaza. “Nós mobilizamos clãs em Gaza
para rivalizar o Hamas. Qual é o problema?”, perguntou Benjamin
Netanyahu.
O chefe do executivo de Israel disse algo que é “bom” quando
se “salva as vidas dos soldados israelita”. E deixou várias críticas ao
ex-ministro; a partilha de informações por parte
de Avigdor Liberman “apenas ajuda o Hamas”.
Por sua vez, o Ynet, citando fontes dos dirigentes de
segurança israelitas, confirmou que Israel está mesmo a armar o grupo, se bem
que as mesmas fontes tenham rejeitado que o Abu Shabab tenha ligações com o
autoproclamado Estado Islâmico.
Fonte: Observador, 5 de junho de 2025
Líder da milícia de Gaza, Israel arma-se para desafiar o Hamas: Quem é Yasser Abu-Shabab?
Yasser Abu-Shabab, um nativo de Rafah, de 32 anos, de
ascendência beduína, rapidamente emergiu como uma das figuras mais faladas — e
controversas — no cenário de poder em constante mudança na Faixa de Gaza.
Outrora detido pelo Hamas por alegadas atividades criminosas, ressurgiu à
frente de uma milícia local alegadamente apoiada por Israel no seu esforço
secreto para minar o governo do Hamas.
De acordo com altos responsáveis de segurança israelitas,
o grupo de Abu-Shabab é o mais proeminente entre as várias fações armadas em
Gaza que recebem agora apoio indireto de Israel. A estratégia, liderada pela
agência de segurança interna Shin Bet, faz parte de um movimento mais amplo
para reduzir as baixas das FDI e, ao mesmo tempo, enfraquecer o Hamas através
de ataques direcionados, destruição de infraestruturas e modelos de governação
alternativos.
Fonte: Ynet, 5 de junho de 2025


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