Israel justifica bloqueio a Gaza com defesa do "mundo livre"
Perry Mason (1957-1966) – Dabbs Greer
O governo israelita defendeu hoje a legitimidade do bloqueio
à entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, justificando que "protege Israel e todo o mundo livre dos terroristas do
Hamas e de todos aqueles que o apoiam".
Em conferência de imprensa, David Mencer, porta-voz do
gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, partiu também em
defesa do trabalho da Fundação Humanitária de Gaza (GHF), apoiada por Israel e
Estados Unidos, na realização de uma
"distribuição organizada" de ajuda, apesar do registo de vários
episódios de violência.
Segundo o porta-voz, 1200 camiões entraram no enclave
palestiniano nas últimas duas semanas, o que
representa a distribuição de 11 milhões de refeições aos residentes da Faixa de Gaza, sem que estas
"caíssem nas mãos” do grupo islamita palestiniano Hamas.
"Isto deve-se à intervenção da fundação", afirmou,
contrariando críticas das agências das Nações Unidas e de várias organizações
de defesa dos direitos humanos.
O ministério da Saúde da Faixa de Gaza estima que 127 habitantes do território tenham morrido em ataques
das tropas israelitas perto dos pontos de distribuição de alimentos,
e outros 1287 ficaram feridos, desde que começaram a operar de forma
desorganizada e sobrecarregados pelas necessidades da população.
Mencer, que insistiu que os grupos armados palestinianos
estão a usar a população civil como escudo, afirmou que Israel continua as suas
operações, que enquadrou como antiterroristas.
"Centenas de terroristas foram eliminados",
indicou, apontando “ataques direcionados a mercados, túneis, florestas contra
alvos tanto à superfície como no subsolo”.
O porta-voz confirmou que Mohamed Sinwar, chefe da ala
militar do Hamas, foi encontrado morto após um ataque a um túnel localizado sob
o Hospital Europeu em Khan Yunis.
"A sua identidade foi confirmada. Foi um dos arquitetos
do massacre de 7 de outubro. Onde estava escondido? No
centro de comando subterrâneo do Hamas. E onde era isso? Era
diretamente por baixo do Hospital Europeu", afirmou, referindo-se aos
ataques do Hamas em solo israelita que desencadearam o atual conflito.
Este hospital “foi pago pela União Europeia", observou,
reforçando “a mensagem estratégica clara” de Netanyahu de que Israel vai
“perseguir todos os líderes terroristas até que seja feita justiça".
Ao mesmo tempo, alegou que Israel "está a tomar medidas para minimizar os danos para os
civis, incluindo os esforços de evacuação".
No entanto, as autoridades locais controladas pelo Hamas,
mas também as organizações internacionais de direitos humanos apontam para
grandes quantidades de vítimas todos os dias nas operações militares israelitas
e condenam que as evacuações resultam na verdade em deslocações forçadas,
expondo a população a uma extrema vulnerabilidade.
Pelo menos 4649 pessoas morreram e 14 574 ficaram feridas
desde 18 de março, quando o Exército israelita rompeu o cessar-fogo acordado em
janeiro com o Hamas e relançou a sua ofensiva no território, segundo dados do ministério
da Saúde do enclave.
Por sua vez, o Exército israelita confirmou que as suas
tropas mataram 15 pessoas que identificou como terroristas durante as suas
operações no último dia, incluindo dez na parte sul do enclave e outros cinco
na parte norte, sem adiantar mais pormenores.
Fonte: CNN Portugal, 9 de junho de 2025
Os grandes líderes atraem-se, quando há grandes destinos a cumprir.
"O destino encarregou-nos da sagrada missão de salvar este continente e a sua cultura com 4000 anos. A Alemanha, enquanto nação cultural de elevado valor, deu ao mundo mais do que mundo nunca poderia dar à Alemanha."
Doutor Robert Ley, 14 de outubro de 1941


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