Ministro diz que investir mais mil milhões na Defesa “não assusta” e é exequível
Agatha
Christie's Murder is Easy (2023) - David Jonsson, Morfydd Clark
O ministro da Defesa Nacional considerou que investir mais
mil milhões de euros na Defesa “não assusta” e que o governo terá um plano
exequível que pode passar por investimentos diretos nas Forças Armadas e outros
transversais.
“Mil milhões de euros é muito dinheiro, mas garanto que nas
Forças Armadas de qualquer país mais dinheiro tivesse, mais dinheiro
conseguiria investir, porque infelizmente as necessidades são muitíssimas, depende apenas das capacidades em que queira utilizar
esse dinheiro”, afirmou Nuno Melo.
Num almoço no IDL – Instituto Amaro da Costa, em Lisboa,
Nuno Melo disse que o investimento de mil milhões de euros que Portugal se
comprometeu a fazer para cumprir a meta de 2% do PIB em Defesa "não
assusta": “Na Defesa, normalmente a unidade
de medida não é o euro, é o milhão, portanto para chegar aos mil milhões,
infelizmente, é um
instantinho”, disse.
“Portugal vai cumprir a meta do investimento de 2% do PIB em
2025, e com esta decisão, este governo coloca um ponto final no adiamento de
uma década”, salientou, defendendo que “isso também reforça
a credibilidade” do país junto dos aliados
e garante que “não fica para trás”.
Nuno Melo disse que o governo quer ter “um plano que seja
credível e seja exequível”, que envolva investimentos diretos nas Forças
Armadas, mas também outros transversais a outras áreas.
Para exemplificar, o governante disse que uma “descontaminação de amianto em bases ou quartéis” ou uma
“ETAR [Estação de Tratamento de Águas Residuais] no Arsenal do Alfeite”
são projetos que têm “uma componente ambiental, mas não deixam de ser Defesa”.
Numa resposta a outra pergunta, o ministro disse que Portugal “não vai
investir em armas nucleares”.
O ministro apontou igualmente que “cada cêntimo investido
nas Forças Armadas portuguesas é a pensar na paz”
e defendeu que esta percentagem é “um compromisso que não é assumido por
favor”, devendo ser encarado como “uma oportunidade que o país não pode
desperdiçar”.
“Este compromisso de 2% em 2025 marca um virar de página no
investimento da Defesa Nacional, abre um novo capítulo no reforço das Forças
Armadas portuguesas”, defendeu, indicando que o governo não quer investir “no
que é redundante”, mas sim “em linha com os
alvos capacitários da NATO”.
Na sua intervenção neste instituto ligado ao CDS-PP, partido
que lidera, Nuno Melo considerou que o aumento do investimento em Defesa poderá ser “um motor para a economia nacional”.
“A Defesa Nacional não vai viver do esforço dos
contribuintes, a Defesa Nacional vai dar retorno à economia, vai assegurar
postos de trabalho, muita receita, e essa é uma oportunidade”,
sustentou.
Na quinta-feira, no final da cimeira da NATO, o
primeiro-ministro, Luís Montenegro, comprometeu-se a atingir os 2% do PIB em
Defesa até ao final deste ano - o que, segundo as contas do governo, obrigará a
um reforço de investimento de cerca de mil milhões de euros.
Além desta meta, a cimeira da NATO acordou que os aliados
devem investir 5% do PIB em despesas relacionadas com Defesa, dos quais 3,5% em
gastos militares tradicionais (Forças Armadas, equipamento e treino) e 1,5%
adicionais em investimentos como infraestruturas e indústria até 2035, com uma
revisão intercalar em 2029.
Fonte: Lusa, 26 de junho de 2025
Ministro diz que reforço na Defesa “é crucial” e feito
“a pensar na paz”
O
ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, defendeu hoje que é “absolutamente
crucial” aumentar a verba para a área militar, assinalando que o país tem de o
fazer “a pensar na paz, e não na guerra”
Em declarações aos jornalistas antes de um almoço no IDL -
Instituto Amaro da Costa, em Lisboa, Nuno Melo afirmou que 2% do PIB alocado à
Defesa “é o mínimo que neste momento qualquer país membro da NATO tem de
cumprir”.
“Não é uma questão de
vontade nem de opção. Tem
de ser assim, ou então sai da NATO, e depois também não beneficiamos do artigo
5º. e não beneficiamos desde logo desta proteção e deste sistema de
defesa que é único”, disse.
O ministro da Defesa Nacional defendeu que Portugal “tem que
investir nas suas Forças Armadas a pensar na paz, não na guerra”, bem como “na
compra de equipamentos e na modernização de bens e infraestruturas” que poderão
ser usadas também em “missões civis das Forças Armadas”.
“É absolutamente crucial. A discussão é sempre muito
simpática, as pessoas podem achar bem, podem achar mal, mas quem
valorize um bocadinho o seu modo de vida, percebe que não tem outra
opção”, salientou, alertando que “o mundo está realmente perigoso” e
“está instável”.
Nuno Melo salientou que “em nenhum caso será posto em causa
o Estado Social” e “em nenhum caso poderá ser comprometido o desempenho da
economia”, defendendo que “por via deste investimento”, o objetivo do governo
“é reforçar o comportamento da economia”.
O ministro defendeu também que não se trata de uma despesa,
mas de um investimento.
O responsável assinalou que o “esforço de Defesa é um
esforço de defesa coletivo” e Portugal “tem de cumprir a sua obrigação”,
considerando que os valores definidos na cimeira da NATO são “o resultado de um
compromisso que é exigido a todos esses países”.
“[…] É absolutamente crucial para Portugal também reforçar o
pilar europeu de Defesa da NATO. Isso significa que nós temos de diminuir a
dependência estratégica da NATO e da União Europeia, temos de fazer muito mais
por nós do que aquilo que nos habituámos a fazer debaixo
do chapéu dos Estados Unidos, porque está em causa a democracia, a liberdade
e o nosso modo de vida”, sustentou.
O governante referiu que “os principais adversários” destes
valores “investem em Defesa bem mais do que aquilo que [investem] neste momento
os países da União Europeia que integram a NATO”.
O ministro classificou como “histórica” a cimeira da NATO
que decorreu nos últimos dois dias em Haia, nos Países Baixos, devido às
decisões que foram tomadas.
Na ocasião, o ministro e líder do CDS-PP não quis comentar
se a ministra da Saúde tem condições de continuar no cargo, depois de conhecida
a conclusão do relatório do IGAS que dá conta de que a morte de um homem
durante a greve do INEM em novembro de 2024 poderia ter sido evitada.
Na quinta-feira, no final da cimeira da NATO, o
primeiro-ministro, Luís Montenegro, comprometeu-se a atingir os 2% do PIB em
Defesa até ao final deste ano - o que, segundo as contas do governo, obrigará a
um reforço de investimento de cerca de mil milhões de euros.
Além desta meta, a cimeira da NATO acordou que os aliados
devem investir 5% do PIB em despesas relacionadas com Defesa, dos quais 3,5% em
gastos militares tradicionais (Forças Armadas, equipamento e treino) e 1,5%
adicionais em investimentos como infraestruturas e indústria até 2035, com uma
revisão intercalar em 2029.
Fonte: Lusa, 26 de junho de 2025




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