Trump pede ao Supremo Tribunal para permitir demissões na agência de Educação
Perry Mason
(1957-1966) – Marshall Thompson, Peter Hayman
O governo dos EUA pediu hoje ao Supremo Tribunal para
suspender uma ordem judicial que obrigava à reintegração dos funcionários do
Departamento de Educação que foram despedidos no desmantelamento da agência.
O pedido do Departamento de Justiça para o Supremo Tribunal
alega que o juiz distrital dos EUA, Myong Joun, em Boston, excedeu a sua
autoridade no mês passado quando emitiu uma injunção revertendo as demissões de
quase 1400 pessoas e adiando o plano de restruturação do Departamento de
Educação.
A decisão judicial de Joun bloqueou uma das promessas de
campanha do presidente republicano Donald Trump e paralisou, de forma eficaz, o
esforço de encerramento do Departamento.
Na sentença, o juiz escreveu que as demissões “provavelmente
prejudicariam o Departamento de Educação”.
Hoje, o procurador-geral norte-americano D. John Sauer
argumentou, no recurso para o Supremo Tribunal, que Joun estava a substituir as suas preferências políticas pelas
da administração Trump.
Sauer acrescentou ainda que os despedimentos ajudam a
implementar a “política de simplificação do departamento e de eliminação de
funções discricionárias que, na visão da administração, são melhor deixadas
para os governos estaduais”.
Este caso envolve dois processos contra o governo dos
Estados Unidos que alegam que o plano de Trump equivale ao encerramento ilegal
do Departamento de Educação.
Um dos dois pedidos de recurso foi interposto pelos
distritos escolares de Somerville e Easthampton, no estado de Massachusetts,
juntamente com a Federação Americana de Professores e com outros grupos
educativos.
Um segundo processo foi interposto por uma coligação de 21
procuradores-gerais democratas.
Estes processos judiciais de recurso argumentam que as
demissões deixaram o Departamento de Educação incapaz de cumprir as
responsabilidades exigidas pelo Congresso, incluindo deveres de apoio à
educação especial, distribuição de ajuda financeira e aplicação das leis de
direitos civis.
Trump deu prioridade ao
encerramento do Departamento de Educação, embora tenha reconhecido que só o Congresso tem
autoridade para o fazer.
Mais tarde, Trump acrescentou que as funções do departamento
seriam divididas por outras agências, sugerindo que os empréstimos federais
para estudantes e programas de ajuda para estudantes com deficiência deveriam
ser geridos por outros organismos.
O presidente defende que o Departamento de Educação está controlado por dirigentes progressistas e
não consegue promover melhorias nos baixos resultados académicos do país,
prometendo “devolver a educação aos estados”.
Os congressistas democratas também criticam o orçamento do
Departamento de Educação do governo de Trump, denunciando que estão previstos
cortes de 15% no seu orçamento, incluindo um corte de 4,5 mil milhões de
dólares (cerca de quatro mil milhões de euros) no financiamento do ensino
básico e secundário, como parte da redução da dimensão da agência.
Fonte: Lusa, 6 de junho de 2025
A educação nos Estados Unidos é um prodígio da engenharia social: um sistema que consegue gastar big fucking money e ainda assim produzir adolescentes que acham que a Europa é um país e que a Segunda Guerra Mundial foi uma série da Netflix.
As escolas públicas são centros de reclusão diurna onde se ensina mais sobre tiroteios simulados do que sobre literatura. O currículo? Uma mistura de moral puritana, revisionismo histórico, aritmética básica e a entoação do hino, cuidadosamente calibrada para não aborrecer demasiado o Pentágono nem os agentes do FBI.
As universidades, por sua vez, são parques temáticos do endividamento: jovens de 18 anos assinam contratos que não compreendem, para pagar por diplomas que o mercado já decidiu ignorar. Um MBA é uma porta para trabalhar num bar stripper ou num diner topless.
Filosofia? Sociologia? Artes? Só com um duplo expresso de dívida estudantil e três empregos no Starbucks. E nem pensar em medicina ou direito sem hipotecar a alma — ou o fígado dos futuros filhos.
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