Israel congratula-se com a decisão da UE de não aplicar sanções, palestinianos "chocados"
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A
recente decisão da UE de não atuar contra a guerra de Israel em Gaza é uma
"proeza diplomática", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros
israelita, Gideon Sa'ar, em reação, enquanto a sua homóloga palestiniana,
Varsen Aghabekian-Shahin, a descreveu como "chocante e dececionante"
Na terça-feira, os 27 ministros dos Negócios Estrangeiros da
UE concordaram em adiar a tomada de medidas contra Israel, depois de terem
analisado uma lista exaustiva de 10 opções para responder à violação do Acordo
de Associação UE-Israel por parte de Israel, por não respeitar os direitos
humanos dos palestinianos.
A diplomata Kaja Kallas afirmou que a UE manterá as opções, que incluem a
suspensão da isenção de vistos e o bloqueio das importações provenientes dos
colonatos judeus, "em cima da mesa"
e "está pronta a atuar se Israel não cumprir as suas promessas".
Após a reunião, Sa'ar escreveu no X que o seu país tinha
conseguido "um importante feito diplomático ao conseguir fazer recuar as
tentativas obsessivas de vários países da União Europeia de impor sanções a
Israel".
"A mera tentativa de impor sanções a um Estado democrático
que se está a defender das tentativas de o destruir é escandalosa",
escreveu Sa'ar. "Agradeço aos nossos amigos da União Europeia e aos seus
ministros dos Negócios Estrangeiros, que nos apoiaram e impediram um
ataque a Israel que teria sido também um ataque à própria União Europeia".
Em contrapartida, Aghabekian Shahin manifestou o seu
desapontamento e raiva pela incapacidade da UE de sancionar um país que já
tinha condenado anteriormente. Em maio, a União Europeia ordenou a revisão do
Acordo de Associação UE-Israel, tendo encontrado
"indícios" de que Israel violou as suas obrigações em
matéria de direitos humanos nas suas ações em Gaza, por exemplo, ao aplicar
condições rigorosas à entrega de ajuda humanitária.
"É chocante e dececionante, porque tudo é muito claro.
Há um novo relatório da UE que afirma claramente que Israel tem violado ... O
relatório refere 38 violações. E é um relatório da UE", disse Aghabekian
Shahin em entrevista exclusiva à Euronews. "Estas violações têm-se
desenrolado à frente dos olhos de toda a gente. O mundo inteiro tem visto o que
está a acontecer em Gaza. As mortes, as atrocidades, os crimes de guerra",
acrescentou Aghabekian Shahin.
Os dois governantes reagiram também de forma diferente ao
recente acordo celebrado entre a UE e Israel, que prevê o aumento substancial
do número de camiões de ajuda humanitária, incluindo produtos médicos e
alimentares, que entram em Gaza. Sa'ar afirmou que o seu país cumpriu o acordo,
enquanto Aghabekian-Shahin insistiu que, desde que o acordo foi celebrado,
"assistimos a mais mortes de pessoas".
No início desta semana, os dois ministros estiveram na mesma
reunião no âmbito da reunião ministerial UE-Vizinhança Sul, em Bruxelas, que
tem como objetivo aprofundar a cooperação da UE com Israel e com outros nove
parceiros do Sul, incluindo a Síria e a Líbia.
Sa'ar afirmou que os dois não falaram entre si, uma vez que a Autoridade Palestiniana "continua a
patrocinar o terrorismo, a pagar aos terroristas e às suas famílias".
Foi a primeira vez que ambas as partes estiveram
representadas ao mais alto nível em Bruxelas desde os ataques terroristas do
Hamas a 7 de outubro e a subsequente ação militar israelita em Gaza.
Fonte: Euronews, 16 de julho de 2025
Os líderes europeus têm mais medo de Netanyahu do que um ucraniano de uma montanha-russa sem travões, algo saberá ele.



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