Israel vai entrar em Deir al-Balah pela 1.ª vez desde início da ofensiva
Perry Mason
(1957-1966) – Peggy Converse
Israel ordenou a retirada da população do sudoeste de Deir
al-Balah, no centro de Gaza, onde não mantém qualquer operação terrestre desde
o início da sua ofensiva militar no enclave, divulgou hoje a imprensa
internacional.
"O Exército continua a agir com força para destruir as capacidades inimigas e as infraestruturas
terroristas na área, ao mesmo tempo que expande as suas atividades
aqui, para atuar numa área onde nunca operou antes", anunciou o porta-voz
das Forças Armadas israelitas, Avichay Adraee, num comunicado na rede social X,
citado pela agência de notícias EFE.
"A todos os presentes na zona sudoeste de Deir al-Balah
[...], incluindo os que se encontram em tendas, retirem-se imediatamente e
dirijam-se para a zona de Mawasi para a vossa segurança”, apelou o
exército israelita.
Deir al-Balah permaneceu intocada pelas operações terrestres
das tropas israelitas durante mais de um ano e meio da ofensiva israelita,
tornando-se um dos centros para onde se
dirigiram muitos deslocados e o centro de operações de muitas organizações
internacionais.
O exército israelita estimou em maio que cerca de 350 mil
pessoas se encontravam na província central de Gaza, onde se situa Deir
al-Balah, segundo o jornal The Times of Israel.
O avanço das tropas israelitas tinha deixado até então uma
faixa contínua ao longo da costa de Gaza livre de ordens de retirada e controlo
militar. O apelo à deslocação forçada emitido pelo exército no domingo afeta
esta faixa, que está dividida em dois setores, a sul e a norte de Deir
al-Balah.
"Após as pessoas da zona de Mawasi, em Khan Yunis,
deslocarem-se para Deir al-Balah, agora ambos os grupos (os que chegaram às
praias desta cidade vindos do sul e os que já lá estavam) precisam de encontrar
refúgio em Mawasi, que Israel bombardeia diariamente", disse um jornalista
de Gaza à EFE.
Cerca de 86,3% da Faixa de Gaza está sob controlo de Israel,
ou porque está sujeita a ordens de retirada forçada ou porque os militares
expandiram a área militarizada que ocupam no enclave, segundo estimativas do
Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
As Forças Armadas israelitas, por sua vez, afirmam controlar
75% de Gaza.
Fonte: Lusa, 20 de julho de 2025

Comentários
Enviar um comentário