Líder de milícia inimiga do Hamas admite receber apoio de Israel

Perry Mason (1957-1966)

O líder de uma milícia palestiniana que atua em zonas da Faixa de Gaza sob controlo israelita admitiu pela primeira vez cooperar “a algum nível com Israel”, como afirmou recentemente o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

“Quando vamos em missão, informamo-los, nada mais, e realizamos a operação militar, desde que eles nos deem algum tipo de apoio”, disse Abu Shabab numa entrevista à estação de rádio israelita Makan.

Abu Shabab também admitiu que não se coibirá de entrar em conflito direto com o Hamas, que chegou a incluir a sua rendição como uma das condições para um cessar-fogo com Israel, segundo a agência de notícias espanhola Europa Press.

“Experimentámos a amargura e a injustiça que o Hamas nos infligiu e assumimos a responsabilidade de fazer frente a esta agressão. Não excluímos uma confrontação com o Hamas ou uma guerra civil, custe o que custar”, afirmou na entrevista, também citada pelo Times of Israel.

Abu Shabab, 32 anos, nascido em Rafah, no sul do enclave palestiniano, foi condenado pelas autoridades do Hamas em Gaza por tráfico de droga, mas conseguiu fugir da prisão no início da guerra com Israel, segundo o site Middle East Monitor.

O diário israelita Maariv noticiou recentemente que terá sido recrutado pelos serviços secretos israelitas para boicotar as operações do Hamas, cujo ataque a Israel, em 7 de outubro de 2023, desencadeou a guerra em curso em Gaza.

Netanyahu admitiu que financiava o grupo, a que chamou “Forças Populares”, no início de junho, depois de o deputado e ex-ministro da Defesa Avigdor Lieberman ter declarado que o governo israelita fornecia armas “a um bando de criminosos e malfeitores”.

“O que divulgou Lieberman? Que fontes de segurança ativaram um clã de Gaza que se opõe ao Hamas? O que há de errado nisso?”, questionou Netanyahu, justificando que a medida salvava a vida de soldados israelitas.

Fonte: CNN Portugal, 6 de julho de 2025  

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