Rubio anuncia sanções contra relatora da ONU para a Palestina
Perry Mason
(1957-1966) – Anne Benton
O secretário de Estado norte-americano anunciou esta
quarta-feira sanções contra a relatora especial da ONU para os territórios
palestinianos ocupados, Francesca Albanese, que acusa de travar uma campanha
contra os Estados Unidos e Israel.
"A campanha política e
económica de Albanese contra os Estados Unidos e Israel não será mais tolerada. Apoiaremos sempre os
nossos parceiros no direito à autodefesa", declarou Marco Rubio, através
das redes sociais.
Rubio acusou a jurista italiana de "antissemitismo flagrante" e de levar a
cabo uma "campanha de guerra política e económica" dirigida a
Washington e ao aliado israelita.
A relatora especial acusou duramente Israel de cometer
crimes de guerra, incluindo genocídio, na ofensiva militar desde há 21 meses na
Faixa de Gaza contra o grupo islamita palestiniano Hamas.
As sanções são uma consequência de uma ordem executiva
assinada em fevereiro pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, para congelar bens e revogar vistos a qualquer pessoa que
coopere com a investigação do Tribunal Penal Internacional (TPI) sobre Israel.
O secretário de Estado norte-americano relacionou Albanese
com o TPI, numa "colaboração direta" que levou à emissão de mandados
de captura contra o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o antigo
ministro da Defesa Yoav Gallant, por crimes de guerra e contra a humanidade na
Faixa de Gaza.
Rubio considerou a relatora das Nações Unidas inadequada
para o cargo, alegando que "expressou flagrante antissemitismo, apoio ao
terrorismo e desprezo declarado pelos Estados Unidos, Israel e o Ocidente".
O dirigente norte-americano salientou ainda que a perita
visada "intensificou esta estratégia" ao recomendar que o TPI
investigue e processe as empresas que alegadamente beneficiaram com a guerra no
enclave palestiniano.
Num relatório recente, Francesca Albanese afirmou que
grandes empresas de investimento, como a Blackrock e a Vanguard, cometeram
"graves violações do direito internacional" ao lucrar com uma
"economia genocida".
O anúncio de Rubio aconteceu depois de um encontro na
segunda-feira, em Washington, com Netanyahu, antes de duas reuniões do chefe do
Governo de Israel com o presidente dos Estados Unidos.
A deslocação do primeiro-ministro israelita foi dominada
pelas negociações indiretas em curso no Qatar com o Hamas, com vista a um
cessar-fogo de 60 dias e libertação dos reféns detidos na Faixa de Gaza.
Fonte: RTP, 9 de julho de 2025

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