Netanyahu manifesta um “profundo lamento” por ataque a hospital de Gaza e diz que em Israel “se valoriza o trabalho dos jornalistas”
Panda - Julien Doré, Gustave Kervern
Israel “lamenta profundamente” os ataques das Forças de
Defesa Israelitas (IDF) ao Hospital Nasser, em Khan Younis, na manhã desta
segunda-feira, anunciou o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em
comunicado. A declaração de Netanyahu surge quando a condenação internacional
ao ataque se intensifica.
Segundo as autoridades de saúde da Faixa de Gaza, pelo menos
20 pessoas, todas palestinianas, incluindo cinco jornalistas de agências e
meios de comunicação internacionais, perderam a vida nos dois ataques levados a
cabo pelas forças israelitas contra o Hospital Nasser, no sul da Faixa de Gaza.
“Israel lamenta profundamente o trágico incidente ocorrido
hoje [segunda-feira] no Hospital Nasser, em Gaza. Israel
valoriza o trabalho dos jornalistas, do pessoal médico e de todos os civis.
As autoridades militares estão a conduzir uma investigação completa”, lê-se na
nota do gabinete do primeiro-ministro de Israel.
“Esta é uma guerra contra os terroristas do Hamas. Os nossos
objetivos justos passam por derrotar o Hamas e trazer os nossos reféns de volta
a casa”, acrescenta o comunicado.
Fonte: CNN Portugal, 25 de agosto de 2025
Israel mata sexto jornalista
O exército israelita matou esta segunda-feira um sexto
jornalista, a tiro, na área de Al Mawasi, no sul de Gaza, após cinco repórteres
terem morrido no bombardeamento israelita do hospital Nasser.
"O jornalista assassinado é Hasan Douhan, que
trabalhava para o jornal Al Hayat", indicou o gabinete de imprensa das
autoridades de Gaza, em comunicado.
O Al Hayat é um jornal diário palestiniano, publicado
pela primeira vez na década de 1930 em Jerusalém, de acordo com dados da
Biblioteca Nacional de Israel.
"Responsabilizamos totalmente a ocupação israelita, o governo
dos EUA e países cúmplices do crime de genocídio, como Reino Unido, Alemanha e
França, por esses crimes hediondos e brutais", acrescentou o Gabinete.
Com a morte de Douhan, o número total de repórteres e
influenciadores digitais mortos na ofensiva israelita sobe para 246, tornando a guerra em Gaza uma
das mais mortais para a imprensa na história.
Os outros cinco mortos hoje são Ahmed Abu Aziz, que
trabalhava como jornalista para a Quds Feed Network, Hossam Al Masri
(cinegrafista da Reuters), Mohamed Salam (cinegrafista da Al Jazeera),
Mariam Dagga (jornalista da AP) e Moaz Abu Taha (freelancer).
Israel bombardeou o hospital Nasser, sul da Faixa de Gaza,
esta manhã e, quando jornalistas e socorristas chegaram ao local para ajudar as
vítimas e documentar o que aconteceu, voltou a bombardeá-lo, segundo o ministério
da Saúde, numa técnica conhecida como "golpe duplo".
Fonte: CNN Portugal, 25 de agosto de 2025
Nome dos jornalistas que Israel valorizou o trabalho com um caixão…


Comentários
Enviar um comentário