Netanyahu saúda sanções dos EUA contra membros do Tribunal Penal Internacional
Perry Mason
(1957-1966) – Elen Willard, Frank Maxwell
Por seu
lado, o governo francês já veio condenar, esta quarta-feira, a decisão dos
Estados Unidos de sancionar os quatro membros do Tribunal Penal Internacional,
um deles francês, que estão envolvidos em casos contra Telavive e Washington
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu,
felicitou, esta quarta-feira, a decisão da Casa Branca de aplicar novas sanções
a quatro membros do Tribunal Penal Internacional (TPI) envolvidos em
casos contra Israel e os Estados Unidos.
"Felicito o secretário de Estado norte-americano Marco
Rubio por ter decidido impor sanções aos juízes do Tribunal Penal Internacional
de Haia", afirmou Netanyahu num comunicado.
Alguns dos visados estavam diretamente ligados aos casos
contra Netanyahu e o antigo ministro da Defesa Yoav Gallant, que foram acusados
de crimes de guerra e crimes contra a humanidade, com o tribunal a emitir
mandados de captura contra ambos.
"Este é um ato decisivo contra a falsa campanha de
difamação contra o Estado de Israel e as Forças de Defesa de Israel, e a favor
da verdade e da justiça", acrescentou.
França condena decisão
Por seu lado, o governo francês já veio condenar, esta
quarta-feira, a decisão dos Estados Unidos de sancionar os quatro membros do
Tribunal Penal Internacional, um deles francês, que estão envolvidos em casos
contra Telavive e Washington.
A França "expressa a sua solidariedade para com os
juízes visados por esta decisão", incluindo o juiz francês Nicolas
Guillou, e considera que as sanções norte-americanas são "contrárias ao
princípio da independência do poder judicial", sublinhou um porta-voz do ministério
dos Negócios Estrangeiros.
Os funcionários sancionados são Nicolas Guillou, de França,
Nazhat Shameem Khan, das Ilhas Fiji, adjunta do procurador-geral do TPI, Karim
Khan, Mandiaye Niang, do Senegal, também adjunto de Khan, e Kimberly Prost, do
Canadá.
De acordo com Rubio, Guillou está a ser sancionado por
"autorizar a emissão de mandados de captura pelo TPI contra o
primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu e o antigo ministro da Defesa
Yoav Gallant".
Já os dois adjuntos
de Khan, que estão a substituir o procurador-geral após a sua suspensão por
alegada agressão sexual, foram sancionados por "continuarem a apoiar ações
ilegítimas do TPI contra Israel, incluindo a execução de mandados de captura do
TPI".
Karim Khan alvo de acusações
Karim Khan negou categoricamente as acusações de ter
tentado, durante mais de um ano, coagir uma assistente a ter uma relação sexual e de a ter apalpado
contra a sua vontade.
A administração Trump sancionou oito funcionários do TPI no
total desde que o presidente norte-americano assinou uma ordem executiva em
fevereiro para punir o TPI pelas suas ações contra os EUA e os seus aliados,
como Israel.
No início de junho, a Casa Branca anunciou sanções contra
quatro juízes do TPI, alegando que os processos que tinham iniciado contra
soldados norte-americanos e o governo israelita eram ilegítimos e politizados.
Dois dos visados, Reine Alapini Gansou e Beti Hohler, foram
sancionados por autorizarem o TPI a emitir mandados de captura contra o
primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu e o seu antigo ministro da
Defesa Yoav Gallant.
O tribunal, criado pelo Estatuto de Roma, centra-se no
julgamento de indivíduos acusados de crimes de guerra, crimes contra a
humanidade e genocídio.
No entanto, países como Estados Unidos, China, Rússia e
Israel não são membros do TPI e, portanto, não reconhecem a sua jurisdição.
Fonte: SIC Notícias, 20 de agosto de 2025


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