Presidente de Israel apela ao mundo: “Não caiam nas mentiras do Hamas”. Segundo ele, as fotos da fome "são encenadas"
Anthropoid (2016)
O presidente de Israel, Isaac Herzog, lançou esta
quarta-feira um apelo veemente à comunidade internacional: “Não caiam nas
mentiras do Hamas.” Num discurso em Tallinn, capital da Estónia, ao lado do
homólogo Alar Karis, Herzog acusou o grupo palestiniano de manipular a
cobertura mediática da guerra em Gaza e pediu uma mobilização global para
pressionar o Hamas a libertar os reféns.
Com duas fotografias nas mãos — os rostos visivelmente enfraquecidos dos reféns
Evyatar David e Rom Braslavski, divulgados em vídeos recentes pelo Hamas e pela
Jihad Islâmica Palestiniana — Herzog contrapôs uma terceira imagem. Nela vê-se
um fotógrafo em Gaza a captar o momento em que civis seguram panelas vazias.
Mas, segundo o presidente israelita, não estavam em frente de nenhum centro de
distribuição alimentar.
“É encenado”,
acusou. “Estamos a assistir a uma campanha de
relações públicas alimentada pelo Hamas contra Israel — e que, infelizmente,
está a ganhar apoio internacional.” Para Herzog, o mundo está a ser "iludido" por uma narrativa
"cuidadosamente construída".
Apesar de, segundo o próprio, Israel ter “reformulado por
completo” a sua abordagem à crise humanitária nas últimas duas semanas, aumentando “de forma significativa” a entrada de ajuda na
Faixa de Gaza, Herzog apontou o dedo à ONU: “Pode distribuir. E está a falhar
na distribuição.”
“Em vez disso, o que vemos é uma campanha de imagem”,
reiterou. “Vemos um fotógrafo a encenar pessoas em Gaza para mostrar que lhes
falta comida. Isto é encenação. Não fugimos da necessidade humanitária de
ajudar os civis de Gaza, mas pedimos ao mundo que não caia nas mentiras.
Condenem o Hamas. Digam ao Hamas: libertem os reféns.”
Fonte: CNN Portugal, 6 de agosto de 2025
Herzog levanta a questão interessante de o mundo estar a ser "iludido" por uma narrativa "cuidadosamente construída". “É encenado”, acusou. “Estamos a assistir a uma campanha de relações públicas”. Também as imagens circulantes da Segunda Guerra Mundial – fabricadas por Hollywood e por uma historiografia saturada de ideologia – causam a mesma sensação por falta de verificação credível deixando no ar uma sensação de encenação imposta.

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