"Sinal alarmante". Lituânia pede ajuda à NATO após incidente com drone russo
Doctor Odyssey – Joshua Jackson
A Lituânia pediu esta terça-feira à NATO que tome
"medidas imediatas" para reforçar a sua defesa aérea, após revelar
que um drone russo encontrado no seu território na semana passada transportava
explosivos. Segundo o chefe da diplomacia lituana, o incidente "representa um sinal alarmante da propagação da agressão
da Rússia para o território da NATO".
Vilnius apelou a que a Organização do Tratado do Atlântico
Norte (NATO) agisse rapidamente para reforçar a defesa aérea lituana, após ter
confirmado que um drone russo violou o espaço aéreo do país ao cruzar a
fronteira da Bielorrússia.
"Na segunda-feira passada, um drone militar russo
violou o espaço aéreo lituano. Este é o segundo incidente deste tipo em menos
de um mês. Outros aliados também relataram violações semelhantes do espaço
aéreo recentemente", escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros da
Lituânia, Kęstutis Budrys, no X.
"Estes incidentes repetidos representam um sinal alarmante da propagação da agressão da Rússia contra a Ucrânia para o território da NATO", alerta Kęstutis Budrys, denunciando uma ameaça "real e crescente".
Numa carta conjunta enviada ao chefe da NATO, Mark Rutte, o ministro lituano
dos Negócios Estrangeiros, Kestutis Budrys, e a sua ministra da Defesa, Dovile
Sakaliene, pediram "medidas imediatas para reforçar as capacidades de
defesa aérea da Lituânia", entre elas a implementação integral do modelo
de defesa aérea rotativa.
Recorde-se que os três países do Báltico e estados-membros
da NATO - Lituânia, Letónia e Estónia - não tem
capacidade para patrulhar os seus próprios espaços aéreos e a sua defesa aérea é assegurada por outros
países da Aliança militar, em regime rotativo. Portugal já participou oito
vezes na missão de patrulhamento aéreo dos Bálticos.
"A defesa aérea é vital para a segurança dos Aliados.
Garantir a segurança do flanco oriental da NATO deve continuar a ser uma
prioridade máxima para a Aliança", defende Kestutis Budrys no X.
Sobre a situação na Ucrânia, o presidente ucraniano
Volodymyr Zelensky disse ter tido esta tarde uma "conversa produtiva"
com o presidente americano, sobre a importância de pressionar
Moscovo a "parar com os assassinatos o mais rapidamente possível",
poucos dias antes do prazo final do ultimato lançado por Trump à Rússia.
Em cima da mesa estiveram os planos de Trump para impor
sanções e tarifas secundárias à Rússia.
Fonte: RTP, 5 de agosto de 2025


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