Trump exige libertação de responsável local condenada por fraude eleitoral
Perry Mason
(1957-1966) – Reba Waters
O presidente dos Estados Unidos, que ultimamente tem
criticado o sistema eleitoral do país, exigiu hoje a libertação de uma
responsável do estado do Colorado (oeste), condenada por fraude nas
presidenciais de 2020.
"Libertem [escrito em maiúsculas] Tina Peters, uma patriota corajosa e inocente", escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social, ameaçando tomar "medidas severas" se não for ouvido.
Peters, uma representante eleita do município de Mesa
encarregada de várias tarefas administrativas, incluindo a supervisão das
eleições, foi condenada em outubro a nove anos de prisão por ter autorizado um apoiante de Trump a aceder a dados
confidenciais sobre o escrutínio de 2020, de acordo com a estação de
televisão CBS.
Este homem procurava provar a existência de fraudes nas
presidenciais, ganhas pelo democrata Joe Biden, numa vitória que o atual chefe
de Estado recusa até agora reconhecer, apesar da validade do escrutínio de 2020
ter sido já confirmada por várias decisões judiciais.
Esta mensagem do multimilionário de 79 anos é feita depois
de uma série de ataques contra o sistema eleitoral norte-americano.
Na segunda-feira, o presidente norte-americano insistiu na
ideia de "acabar com o voto por correspondência".
O dirigente republicano anunciou que ia assinar um decreto
para "ajudar a dar honestidade [também escrito em maiúsculas] às eleições
intercalares”, previstas para novembro do próximo ano, sem avançar pormenores
sobre o conteúdo do texto.
No final de março, Trump assinou um decreto que visa
restringir o voto por correspondência e impor aos estados norte-americanos
controlos reforçados sobre as listas eleitorais.
Nos Estados Unidos, a organização das eleições é uma
prerrogativa dos diferentes estados, com um certo enquadramento pelo Congresso
(parlamento bicamaral) norte-americano, mas Donald Trump contesta esta
repartição das competências.
O presidente dos Estados Unidos tem mencionado com alguma
frequência a possibilidade de apresentar uma nova candidatura em novembro de
2028, apesar de a Constituição proibir um terceiro mandato presidencial.
Fonte: Lusa, 21 de agosto de 2025


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