Itália abre investigação a site pornográfico que tinha como alvo Giorgia Meloni e mulheres políticas
Perry Mason
(1957-1966) – John Conte, Merry Anders
Procuradores
em Itália abriram uma investigação esta quinta-feira sobre um site pornográfico
que terá alegadamente imagens de deputados e jornalistas, mas sobretudo da
primeira-ministra Giorgia Meloni
A responsável do Governo transalpino garantiu estar
“enojada” após saber que surgiam na plataforma de conteúdo adulto imagens
adulteradas dela e de outras mulheres, pedindo que os responsáveis sejam punidos “com a máxima firmeza”. O site,
apontou o jornal ‘POLITICO’, tinha mais de 700 mil assinantes antes de ser
fechado na semana passada.
As fotos foram tiradas sem consentimento de contas das redes
sociais, fontes públicas e contas do OnlyFans,
para depois serem manipuladas para enfatizar partes íntimas do corpo ou
retratar mulheres em poses sexuais. Os posts
frequentemente provocavam comentários sexistas e sexualmente explícitos de
utilizadores masculinos.
De acordo com uma das vítimas, em declarações ao site
noticioso ‘Fanpage’, o site exigia até mil euros por mês das vítimas
para remover as fotos.
Os procuradores de Florença abriram uma investigação depois
de queixas de vários políticos de
centro-esquerda ao departamento
de polícia responsável por crimes cibernéticos – centenas de mulheres já
apresentaram queixas.
Segundo os planos dos procuradores, a investigação vai
integrar uma outra investigação sobre sites de pornografia de vingança,
incluindo um grupo do Facebook chamado ‘Mia Moglie’, onde homens partilhavam
imagens íntimas das suas próprias esposas ou parceiras online – o grupo foi
excluído pela Meta na semana passada.
“Estou enojada com o que aconteceu”, disse Meloni ao Corriere
della Sera na semana passada. “Quero
expressar a minha solidariedade e apoio a todas as mulheres que foram
ofendidas, insultadas e violadas.” “É desanimador observar que, em
2025, ainda existam aqueles que consideram normal e legítimo pisar a dignidade de uma mulher e atacá-la com insultos
sexistas e vulgares, escondendo-se atrás do anonimato ou de um
teclado”, observou.
Fonte: Executive Digest, 4 de setembro de 2025

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