O comprimido vermelho
Perry Mason
(1957-1966) – Rosemary Eliot
O JAMA
Psychiatry, já em 2019, tinha ido mais longe, usando biomarcadores do
cordão umbilical para medir exposição fetal ao paracetamol
Tomar paracetamol na gravidez é extremamente perigoso. A
administração Trump — Robert Kennedy em particular — teve, finalmente, a dupla
coragem de enfrentar não apenas um dos lobbies mais poderosos do mundo, o da
Grande Indústria Farmacêutica (uma orca assassina), como também o mamute no
meio da sala: o autismo que não para de aumentar.
Essa droga, prescrita por médicos como água, foi associado
ao aumento do risco de Autismo e de Défice de Atenção por uma das maiores
revisões de estudos de sempre, de Harvard. A análise abarcou 46 investigações e
dados de mais de 100 mil crianças. Pesquisadores do Mount Sinai chegaram a
conclusões similares. Em agosto, publicaram um estudo usando a rigorosa metodologia
Navigation Guide, concluindo que o paracetamol aumenta o risco de
autismo e PHDA (Transtorno do défice de atenção com hiperatividade).
O JAMA Psychiatry, já em 2019, tinha ido mais longe,
usando biomarcadores do cordão umbilical para medir exposição fetal ao
paracetamol.
Porém, a comunicação social mainstream, apoiada por muitos
médicos vendidos e vendilhões, desqualifica e ridiculariza. Devia ser como nos
pilotos de Fórmula 1 e espetarem nos casacos os símbolos dos seus
patrocinadores: Pfizer, Novartis, Johnson & Johnson, Eli Lilly, etc.
É claro que o acetaminofeno do Ben-u-Ron ou do Tylenol (EUA)
não é causa única do autismo galopante. Em Portugal, em 2000, a prevalência era de 1 em cada 1000
pessoas. Hoje, é 1 em cada 100. Nos EUA, é 1 em cada 30.
Claro que existem mais diagnósticos mas, sobretudo nos casos
graves, isso não explica estes números. Certo é que houve um aumento
considerável das vacinas administradas às crianças e que o alumínio e o
mercúrio presentes nas inoculações são muito danosos para o
neurodesenvolvimento.
Óbvio também que correlação não é causalidade e que o autismo é uma condição complexa, com base genética, mas
também com influências ambientais —
desde fatores de poluição até à alimentação e uso de tóxicos. Assim, e como já
defendi naquele que foi o primeiro debate público sobre este tema em Portugal
(há umas semanas, com o dr. Felipe Trofino), é urgente contrapor dados e
evidências empíricas que expliquem este acréscimo absurdo de uma condição
terrível, que afeta profundamente crianças e famílias. Só assim construiremos
confiança.
Por falar nisso — porque é que os Amish, comunidades cristãs
conservadoras, têm baixíssimas taxas de autismo, muito menos cancros e
apresentam uma esperança média de vida mais alta? Porque o seu estilo de vida é
mais saudável.
Não levam 80 vacinas na infância, nem bombas tríplices, tão
pouco a vacina de hepatite B mal nascem. Estão livres das toxinas alimentares
ou outras e constroem comunidades fortes de apoio e pertença. Aliás, a América
de Trump validou-os ontem como um grupo de controlo natural.
Ou seja, o que aconteceu foi a implosão do consenso
médico-político. A Casa Branca meteu na ventoinha o que mães, pais, médicos
independentes e pesquisadores críticos vêm denunciando há anos: autismo resulta
de favores e serviços prestados à indústria. Não às crianças. Os terroristas da
Big Pharma são culpados de crimes contra a humanidade.
Já passámos pela talidomida e por malformações em milhares
de bebés, o Vioxx e os seus riscos cardíacos, a OxyContin e a crise dos
opióides, a Fen-Phen e seus estragos cardíacos e pulmonares. Basta!
As famílias merecem transparência, não propaganda. As
grávidas merecem proteção, não paternalismo. As crianças merecem a vida, não
lucro a qualquer preço. Não estará na altura de meter travão ou até prisão a
estes psicopatas?
Joana Amaral Dias
Fonte: SAPO, 24 de setembro de 2025

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