Hamas continua a querer Palestina "totalmente soberana"
Perry Mason
(1957-1966) – Sonya Wilde, James Forrest, Mary LaRoche, Anna Lee Carroll
O grupo islamita Hamas continua a querer “estabelecer um
Estado palestiniano totalmente soberano, com Jerusalém como capital”, dias
depois do acordo com Israel para um cessar-fogo no enclave.
Num comunicado publicado hoje para assinalar o primeiro
aniversário da morte do antigo líder do movimento Yahya Sinwar pelas Forças de
Defesa de Israel, o grupo islamita sublinhou que “manterá a sua postura de
fidelidade aos seus sacrifícios até que a libertação da terra e dos locais
sagrados seja alcançada”.
“O sangue dos líderes que caíram como mártires fortalece o
caminho da resistência para as gerações futuras”, ameaça
o Hamas, para quem Sinwar, “comandante do ‘Al Aqsa Flood’” - nome que o grupo
dá aos ataques de 7 de outubro de 2023 contra Israel - “chegou ao fim da sua
vida e da sua luta, cheio de ‘jihad’ [luta espiritual] e sacrifício, avançando
e não recuando, firme no coração da batalha, armado com um cacete em desafio à
brutalidade e aos crimes da ocupação”.
O Hamas enfatizou ainda que o aniversário da morte de Sinwar
acontece logo após a “grande conquista nacional” que foi a assinatura, na
semana passada, do acordo de cessar-fogo com Israel, que previa a libertação de
reféns israelitas e palestinianos presos em Israel.
“Isto foi conseguido pelo povo palestiniano, com a sua
paciência e resiliência, e através da sua resistência, força e coragem”,
defendeu o Hamas.
Segundo o grupo, o acordo “desmantela todos os planos de
agressão da ocupação [israelita], pois representa o fim da ocupação e da guerra
de extermínio, fome, deslocação e limpeza étnica, bem como um acordo de
prisioneiros chamado ‘Inundação dos Livres’, que deu liberdade a 1968
palestinianos”.
Israel “foi forçado a um cessar-fogo e não garantiu o
regresso dos seus prisioneiros até que a resistência o aceitasse nos seus
termos e condições”, concluiu.
Por sua vez, o Exército israelita divulgou uma nova
fotografia da operação em que Sinwar morreu, na qual se podem ver vários
responsáveis das Forças de Defesa de Israel (FDI) junto ao corpo do líder do
Hamas. A foto foi tirada a 17 de outubro de 2024, um dia após a sua morte,
segundo o jornal The Times of Israel.
Sinwar morreu durante um confronto com o Exército israelita
na cidade de Rafah, após o qual as FDI divulgaram um vídeo captado por um drone
militar que registou os momentos finais do líder do Hamas, no qual este aparece
ferido num sofá, brandindo um pau antes de ser alvejado pelo dispositivo.
A morte de Sinwar — um dos fundadores do Hamas que esteve
preso em Israel de 1989 a 2011, quando foi libertado no âmbito de uma troca
acordada para garantir a entrega do soldado israelita Gilad Shalit — aconteceu
após a sua nomeação, em agosto de 2024, como líder da organização palestiniana,
substituindo Ismail Haniyeh, que foi morto num ataque israelita na capital
iraniana, Teerão.




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