Cuidado com o que diz ao telefone: as três palavras ‘proibidas’ para evitar que os cibercriminosos lhe limpem a conta bancária
Perry Mason
(1957-1966) – Karl Swenson, Marie Windsor
Os
especialistas alertam que certas expressões ditas ao telefone podem ser
manipuladas e usadas fora de contexto para simular consentimento em transações
bancárias
Os cibercriminosos tornaram-se mestres da adaptação. Segundo
o El Economista, estão constantemente a aperfeiçoar os seus métodos para
enganar utilizadores e aceder a informações pessoais e bancárias. Embora muitos
ataques envolvam vírus, links fraudulentos ou softwares maliciosos, alguns
esquemas são surpreendentemente simples — e podem começar com uma simples
chamada telefónica.
Por vezes, recordou a publicação espanhola, basta uma
resposta inocente para que um esquema de voz seja ativado. Os golpistas
recorrem a gravações de chamadas para capturar a voz das vítimas e utilizá-la
posteriormente na validação de contratos, autorizações financeiras ou até em
falsificações de identidade.
As três palavras a evitar em chamadas suspeitas
Os especialistas alertam que certas expressões ditas ao
telefone podem ser manipuladas e usadas fora de contexto para simular
consentimento em transações bancárias. As três palavras que devem ser evitadas
são:
– “Sim” ou “Sim?”
– “OK”
– “Aceito”
Os ataques ocorrem frequentemente quando o utilizador atende
uma chamada com silêncio do outro lado ou quando o interlocutor finge
representar uma empresa, banco ou instituição oficial. O objetivo é induzir a
vítima a pronunciar uma destas palavras para capturar a sua voz e aplicá-la em
fraudes automatizadas.
Como proteger-se de fraudes telefónicas
A prevenção continua a ser a melhor defesa. Especialistas
recomendam nunca partilhar dados pessoais, bancários ou senhas por telefone, já
que nenhuma entidade legítima solicita este tipo de informação dessa forma. É
também aconselhável desligar de imediato perante qualquer suspeita, verificar
regularmente as contas bancárias e denunciar números fraudulentos.
Antes de agir, é fundamental confirmar a identidade de quem
está a ligar. Se houver dúvidas, deve encerrar a chamada e contactar
diretamente o banco ou a empresa em causa. Uma simples palavra pode ser
suficiente para cair numa armadilha — e os cibercriminosos sabem disso.
Fonte: Executive Digest, 9
de novembro de 2025

Comentários
Enviar um comentário