Dois adolescentes palestinianos mortos por disparos do exército israelita perto de Jerusalém
Dois adolescentes palestinianos foram mortos a tiro pelas
forças israelitas na cidade de al-Judeira, a noroeste de Jerusalém, na
Cisjordânia ocupada, informou esta sexta-feira o ministério da Saúde
palestiniano, segundo a agência Anadolu.
O ministério identificou as vítimas como Mohammad Abdullah
Taim e Mohammad Rashad Fadl Qassem, ambos de 16 anos, afirmando que as tropas
israelitas “dispararam uma saraivada de balas reais contra eles no bairro alto
de al-Judeira antes de apreenderem os seus corpos”, segundo a agência de
notícias oficial palestiniana WAFA.
O exército israelita afirmou em comunicado que “na
quinta-feira, durante uma emboscada levada a cabo pela Unidade 636 na zona de
al-Judeira, dois indivíduos foram vistos a acender e a lançar cocktails Molotov
em direção a uma estrada principal”.
“A força israelita neutralizou os dois indivíduos e não
houve feridos entre as nossas tropas”, refere o comunicado.
A emissora pública israelita KAN informou que o
exército “matou os dois”. O governo de Jerusalém afirmou, num comunicado
separado, que as forças israelitas alvejaram os dois com uma forte saraivada de
tiros reais no bairro alto, junto ao muro de separação e expansão, perto de
habitações.
Jerusalém está cercada por uma barreira de betão e arame
farpado, construída na sua maior parte dentro da Cisjordânia, com mais de 8
metros de altura e cerca de 202 quilómetros de comprimento, segundo o grupo
israelita de defesa dos direitos humanos B'Tselem.
Enquanto Israel afirma que a barreira foi construída por
razões de segurança, os palestinianos e a ONU descrevem-na como parte de um
plano para anexar terras ocupadas.
Em 2004, o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) emitiu um
parecer consultivo considerando o muro ilegal por ter sido construído dentro do
território palestiniano ocupado.

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