Igreja indemniza vítimas de abusos em 25 mil euros
Perry Mason
(1957-1966) – James Coburn, Patricia Donahue
As
vinte dioceses portuguesas terão de pagar cerca de dois milhões de euros
As cerca de 80 vítimas de abusos sexuais por membros da
Igreja Católica em Portugal cujos pedidos de compensação financeira foram já
validados vão receber, em média, 25 mil euros cada uma.
Os valores vão ser definidos pela comissão criada para o
efeito e que integra dois juízes desembargadores, três advogados e dois
professores de Direito. Os pagamentos devem começar a ser feitos em meados do
próximo ano. As verbas serão garantidas por um fundo da Conferência Episcopal,
para o qual contribuirão as vinte dioceses portuguesas.
O assunto vai ser tema de debate pelos bispos que, de hoje
até quinta-feira, se reúnem em assembleia plenária em Fátima. Ao todo, o valor
das indemnizações às vítimas deve rondar os dois milhões de euros.
Fonte: Correio da Manhã, 10 de novembro de 2025
Igreja Católica paga perto de 2 milhões de euros em
indemnizações: 80 vítimas de abusos sexuais recebem cerca de 25 mil euros cada
Esta
quinta-feira, em Fátima, os bispos portugueses vão reunir-se em assembleia
plenária para debater o assunto
A Igreja Católica vai indemnizar as cerca de 80 vítimas de
abusos sexuais em 25 mil euros cada, em média, revelou esta segunda-feira o
‘Correio da Manhã’.
A comissão criada para o efeito – com dois juízes
desembargadores, três advogados e dois professores de Direito – determinou este
valor, sendo que os pagamentos vão começar a ser feitos em meados do próximo
ano, sendo que as verbas chegam de um fundo da Conferência Episcopal, para o
qual contribuirão as 20 dioceses portuguesas.
Esta quinta-feira, em Fátima, os bispos portugueses vão
reunir-se em assembleia plenária para debater o assunto, sendo que o valor
total das indemnizações deverá rondar os 2 milhões de euros.
A comissão é composta por sete especialistas em Direito:
David Silva Ramalho, advogado e docente na Faculdade de Direito da Universidade
de Lisboa; Francisco Mendes Correia, professor na mesma instituição; Francisco
Xavier Morais David da Cunha Ferreira, advogado; Maria Amália Pereira dos
Santos, desembargadora e presidente da 3.ª Secção Cível do Tribunal da Relação
de Guimarães; Paulo Câmara, advogado e professor na Universidade Católica
Portuguesa; Pedro Vaz Patto, juiz desembargador no Tribunal da Relação do
Porto; e Rita Lynce de Faria, professora de Direito na Universidade Católica
Portuguesa.
Estes juristas terão a tarefa de analisar os 77 pedidos
validados pela Comissão de Instrução, num total de 84 pedidos apresentados até
ao final de setembro. O processo formal para a apresentação de candidaturas,
recorde-se, teve início a 1 de junho de 2024, aberto a crianças e adultos que
tenham sido vítimas de abusos sexuais no contexto da Igreja Católica.
Os pedidos são apresentados por escrito ao Grupo VITA, ou às
Comissões Diocesanas de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis da respetiva
diocese.
Decisões finais caberão à Conferência Episcopal e aos
superiores religiosos
De acordo com a nota da CEP, os pareceres da Comissão de
Fixação da Compensação serão confidenciais e devidamente fundamentados, sendo
entregues à Conferência Episcopal Portuguesa ou ao superior maior competente
dos institutos religiosos, que terão a palavra final. “Esta decisão será
notificada ao autor do pedido, devidamente fundamentada”, acrescenta o
comunicado.
Ainda no mês passado, a CEP adiantou que as compensações
financeiras às vítimas serão pagaras através de um fundo próprio, que está
atualmente em constituição, e que vai contar com o contributo solidário de
dioceses e de institutos de vida consagrada.
Nova equipa de coordenação das comissões diocesanas
Durante a reunião do Conselho Permanente, foi também
aprovada a nova composição da Equipa de Coordenação Nacional das Comissões
Diocesanas da Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis, que mantém Carla
Rodrigues, advogada da Arquidiocese de Braga, como coordenadora.
A equipa integra ainda José Souto de Moura, juiz conselheiro
jubilado (Lisboa); Ricardo Vara Cavaleiro, advogado (Aveiro); Ana Isabel
Portela de Herédia de Lencastre Freitas de Barahona, advogada (Évora); Maria da
Graça Tavares Pacheco, chanceler da Diocese de Setúbal; e Margarida Maria
Gonçalves Neto, psiquiatra (Lisboa), que atuará como assessora na área da saúde
mental.
Da Comissão Independente ao Grupo VITA
Desde janeiro de 2021, a Igreja Católica em Portugal adotou
novas diretrizes para a proteção de menores e adultos vulneráveis, reforçando a
vigilância nas atividades pastorais e a colaboração com as autoridades civis.
Em 2022, a CEP encomendou à Comissão Independente um estudo
sobre os casos de abuso sexual na Igreja ao longo dos últimos 70 anos. O
relatório, apresentado em fevereiro de 2023, validou 512 testemunhos de
vítimas, confirmando a dimensão histórica do problema.
Posteriormente, a 22 de maio de 2023, a Conferência
Episcopal criou o Grupo VITA, com o objetivo de acolher novas denúncias,
desenvolver programas de prevenção e acompanhar vítimas e agressores. Este
grupo, liderado por Rute Agulhas, tem apostado na capacitação de agentes
pastorais e na sensibilização das comunidades, tendo já lançado dois manuais
dedicados à prevenção de abusos.
O Grupo VITA mantém uma linha de atendimento telefónico (915
090 000) e um formulário online para sinalizações, disponível no seu site
oficial.
Fonte: Executive Digest, 10 de novembro de 2025
Agora, que rola a massa, muitos se arrependerão de o sr. padre não lhes tivesse ido ao befe.

Comentários
Enviar um comentário