Netanyahu ameaça com "atuar conforme seja necessário" contra Hezbollah no Líbano
Exército
israelita confirmou a morte de quatro membros da força de elite do Hezbollah,
entre eles um suposto alto funcionário, num ataque aéreo contra o sul do Líbano
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, avisou
este domingo que Israel agirá "conforme necessário" se o Hezbollah
continuar a ser uma ameaça no Líbano e não se desarmar totalmente.
"Não permitiremos que o Líbano se torne uma nova frente
contra nós e agiremos conforme necessário", advertiu o primeiro-ministro
israelita, num comunicado citado pela agência de notícias Efe, reiterando o
alegado "direito à legítima defesa, tal como estipulado nos termos do
cessar-fogo".
A milícia xiita Hezbollah ficou enfraquecida durante a
guerra do outono de 2024 que Israel lançou contra o sul do país vizinho.
"O Hezbollah está a ser constantemente atacado, mesmo
nestes dias, mas também está a tentar armar-se e recuperar-se", observou o
primeiro-ministro israelita.
O exército israelita confirmou este domingo a morte de
quatro membros da força de elite do Hezbollah, entre eles um suposto alto
funcionário, num ataque aéreo contra o sul do Líbano.
Os bombardeamentos israelitas intensificaram-se recentemente
contra o sul e o leste do Líbano, causando 16 mortos na última semana de
outubro.
Na quinta-feira, as tropas israelitas realizaram uma
incursão terrestre, levando o presidente libanês, Joseph Aoun, a ordenar pela
primeira vez a intervenção do exército contra qualquer futura incursão.
Apesar do cessar-fogo
declarado entre Israel e o Líbano em novembro de 2024, o exército israelita
nunca deixou de bombardear o sul do país árabe, onde mantém as
suas tropas em cinco pontos, embora fontes locais tenham denunciado o
estabelecimento de até três novas posições.
De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU),
mais de uma centena de civis morreram no Líbano desde a entrada em vigor do
cessar-fogo em novembro de 2024, aos quais se somam várias centenas de vítimas
não civis.
Fonte: SIC Notícias, 2 de novembro de 2025

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