Pagavam 100 mil euros para matar pessoas ao fim de semana “e depois regressavam às vidas normais”
O.P.J.
Pacific Sud (2019) – Yaëlle Trules
A
Procuradoria de Milão, em Itália, abriu uma investigação a cidadãos italianos
que terão participado, na década de 90, numa alegada caça a seres humanos
durante a Guerra da Bósnia
De acordo com a imprensa italiana, cerca de uma centena de
pessoas - com gosto por armas e ligações à extrema-direita - pagaram entre 80 a
100 mil euros por um fim de semana em Sarajevo, na década de 90,
para disparar contra civis por diversão.
Tratava-se de uma caçada onde as
crianças eram os alvos que valiam mais dinheiro e os idosos não tinham valor.
“Estamos a falar de pessoas com dinheiro, com reputações a
manter, homens de negócio, que, durante o cerco de Sarajevo, pagaram para matar
civis desarmados. (...) E depois regressavam [a casa] e continuavam com as suas
vidas normais”, explica o jornalista italiano Ezio Gavazzeni, autor da queixa.
As viagens de fim de semana
seriam feitas entre a cidade italiana de Trieste e Belgrado através da
companhia aérea sérvia Aviogenex. Eram depois levados para as
colinas em torno de Sarajevo. Os extremistas pagavam o valor a milícias sérvias
para se tornarem “atiradores por um fim de semana”.
Estima-se que, no total, tenham sido mortas mais de 11 mil
pessoas.
A investigação em curso foi aberta na sequência de uma
queixa apresentada pelo jornalista italiano, com a ajuda de dois advogados e de
um antigo magistrado. Procura agora identificar os participantes nestas ações.
Fonte: SIC Notícias, 12 de novembro de 2025
Este empreendedorismo inovador desmente Ursula von der Leyen: há, de facto, formas muito lucrativas de transformar a guerra em negócio via start-ups no turismo de escapadinha de fim de semana, poupando o dinheiro dos contribuintes tolos que elegem, para funções políticas, os exemplares mais medíocres das suas gerações — sempre prontos a entortar as leis democráticas para acomodar as suas vontades.
Von der Leyen diz que ativos russos são a forma mais eficaz de financiar a Ucrânia
Os Estados-Membros da UE têm três opções para financiar as necessidades financeiras da Ucrânia, sendo um empréstimo de reparação baseado em ativos russos imobilizados a opção mais eficaz, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, esta quinta-feira.
Outras opções implicam que a UE use a "margem" do seu orçamento para levantar capital ou um acordo entre os Estados-Membros para levantar capital por conta própria, adiantou num discurso no Parlamento Europeu.
"A terceira opção é ter um empréstimo de reparação com base nos ativos russos imobilizados. Concedemos um empréstimo à Ucrânia G que a Ucrânia paga se a Rússia pagar reparações", disse a líder europeia.
"Esta é a forma mais eficaz de sustentar a defesa da Ucrânia e a sua economia", concluiu.
Fonte: CNN Portugal, 13 de novembro de 2025


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