Trabalhadores do Parlamento apresentam queixa contra o Chega
Perry Mason
(1957-1966) – Corey Allen, Kaye Elhardt
O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais
do Sul e Regiões Autónomas apresentou uma queixa formal à secretária-geral da
Assembleia da República, Anabela Cabral Ferreira, contra deputados do Chega por
comportamentos que “afetam profundamente a dignidade, autoestima, saúde mental
e integridade física dos trabalhadores”.
Na queixa a que o Expresso teve acesso e que foi
noticiada esta quinta-feira, os funcionários do Parlamento dizem ser acusados
pelos deputados do Chega de “falta de neutralidade política” e de “alterarem os Diários da Assembleia da República com
intuito único de serem ocultados os apartes destinados ao Chega”.
O sindicato exemplificou com o episódio que aconteceu em
meados de setembro com Pedro Frazão a insistir que o líder parlamentar do PSD,
Hugo Soares, lhe tinha “oferecido porrada”. O deputado do Chega apresentou uma
queixa que acabou indeferida. Mas o partido liderado por André Ventura
considera que “houve falta de fidedignidade da transcrição da sessão plenária”.
O sindicato pede mesmo a aplicação de medidas “cabíveis e
conducentes à sua proteção”, recordando que, a 27 de outubro, o presidente do
Chega, André Ventura, acusou os serviços da Assembleia de lhe “cortarem o tempo
de intervenção”. Os membros do Chega “vociferam publicamente que os
funcionários da Assembleia da República têm de ‘respeitar a representatividade
da Assembleia da República’ e são ‘pagos pelos impostos dos portugueses'”.
Tendo em conta estes exemplos, os funcionários do parlamento
que se queixaram consideram que estes comportamentos “afetam profundamente a
dignidade, autoestima, saúde mental e integridade física dos trabalhos”. Os
membros do Chega estão a “causar enorme desconforto aos trabalhadores,
provocando-lhes extrema ansiedade”.
“Está em causa a idoneidade e o bom nome dos trabalhadores,
levantando dúvidas sobre a sua honestidade, carácter e profissionalismo, não se
admitindo a violação do direito à honra e seriedade ou ofensiva ao bom nome, à
reputação e à imagem”, frisou o sindicato.
Fonte: Observador, 27 de novembro de 2025

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