Administração Trump defende "missão muito bem-sucedida" contra embarcações nas Caraíbas
The Hunting
Party (2025) - Melissa Roxburgh, Nick Wechsler, Patrick Sabongui
Desde o início de setembro, os Estados Unidos já mataram pelo menos 95 pessoas em operações contra alegados narcotraficantes,
embora o executivo nunca tenha provado o envolvimento dessas pessoas em cartéis
de droga. Imagens de um ataque em que duas pessoas foram mortas já depois da
sua embarcação ter sido inutilizada têm causado polémica
A administração norte-americana defendeu esta terça-feira
perante o Congresso os ataques contra embarcações suspeitas de traficar droga
nas Caraíbas, que estão a causar uma preocupação crescente entre os
legisladores, especialmente entre os democratas (oposição).
Em declarações à imprensa após uma audiência parlamentar à
porta fechada, os secretários da Defesa, Pete Hegseth, e de Estado, Marco
Rubio, defenderam uma "missão muito bem-sucedida", afirmando que os
ataques visavam organizações terroristas e cartéis que acusam de traficar droga
para os Estados Unidos.
Desde o início de setembro, o presidente norte-americano,
Donald Trump, ordenou ataques contra pelo menos
26 navios nas Caraíbas ou no leste do Pacífico, matando pelo menos
95 pessoas, sem nunca fornecer provas do envolvimento no narcotráfico. O
assunto suscitou debates acalorados em Washington, nomeadamente uma operação em
2 de setembro, durante a qual o exército disparou duas salvas, a segunda das
quais matou os dois sobreviventes de um barco já em chamas.
Rubio e Hegseth indicaram que permitiriam que membros das
comissões das Forças Armadas da Câmara dos Representantes e do Senado (as duas
câmaras do Congresso) assistissem ao vídeo do ataque no final da semana, na
presença do comandante que deu a ordem, o almirante Frank Bradley.
"Mas, de acordo com a política de longa data do
Departamento da Defesa, não divulgaremos ao público em geral o vídeo completo e
não editado, classificado como ultrassecreto", disse Pete Hegseth.
O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer,
exigiu que o governo fornecesse a cada senador as gravações completas e não
editadas, alertando que o sigilo - combinado com a presença de tropas
norte-americanas e de um grupo aeronaval na região - pode levar o país a outro
conflito sem saída. Alguns políticos republicanos, incluindo o senador Rand
Paul, também questionaram se o facto de alvejar suspeitos náufragos violava o
direito internacional.
Segundo especialistas, este caso destaca uma tensão central
na abordagem do presidente Donald Trump, que consiste em tratar o tráfico de
drogas como um ato de guerra. À saída da reunião, Schumer disse não ter ouvido
"nada de novo".
"A administração veio a esta reunião informativa de
mãos vazias (...) e se não é capaz de demonstrar transparência sobre este
assunto, como podemos confiar nela em todas as outras questões que agitam as
Caraíbas", questionou.
O Senado poderá pronunciar-se em breve sobre resoluções que
visam impedir o presidente Trump de lançar uma ação militar contra a Venezuela
sem o acordo do Congresso.
Fonte: Expresso, 16 de dezembro de 2025
É um regalo para o olho visualizar a democracia em ação. O Hamas fuzila nas ruas colaboradores dos israelitas sem provas nem juízes num espetáculo de incivilizados. Os americanos não matam por capricho de magalas ou políticos cabeças de vento. Apresentam os criminosos em tribunal e só depois os repõem nos barcos e bomba neles.

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