Barco alvo de duplo ataque dos EUA escoltava navio rumo ao Suriname
Perry Mason
(1957-1966) – Lori March
O barco
que em setembro foi alvo de um ataque duplo por parte das Forças Armadas dos
Estados Unidos, em águas internacionais nas Caraíbas, acompanhava um navio com
destino ao Suriname. A notícia foi avançada pela CNN
O secretário da Defesa norte-americano defendeu, mais uma
vez, o comandante militar que ordenou um segundo ataque contra uma embarcação
suspeita de tráfico de droga. Pete Hegseth garante que os Estados Unidos vão
eliminar os narcoterroristas.
De acordo com a emissora norte-americana, o almirante Frank
Bradley disse, numa audiência privada com duas comissões do Senado, que a
lancha atacada a 2 de setembro navegava ao lado de um navio maior que seguia
para o Suriname.
Segundo fontes que pediram para não serem identificadas,
Bradley argumentou que, os relatórios dos
serviços de informação indicavam que é possível que o navio maior transportasse
droga, que tinha como destino final os Estados Unidos.
Os supostos traficantes de drogas mortos pelos militares dos
EUA nesse ataque estavam a caminho de se encontrar com outra embarcação maior
que seguia para o Suriname — um pequeno país sul-americano a leste da
Venezuela. Isto, segundo as declarações, na quinta-feira, do almirante que
supervisionou a operação.
Autoridades antidrogas norte-americanas afirmam que as rotas
de tráfico que passam pelo Suriname têm como destino principal os mercados
europeus. Nos últimos anos, as rotas de tráfico
de drogas com destino aos EUA têm se concentrado no Oceano Pacífico.
Este detalhe descredibiliza o argumento do governo de Donald Trump de que
atingir o barco várias vezes e matar os sobreviventes era necessário para
proteger os Estados Unidos de uma ameaça iminente.
A Administração Trump e o secretário da Defesa, Pete
Hegseth, estão a enfrentar críticas devido a esta operação, em que 11 pessoas
morreram.
Na semana passada, o jornal Washington Post revelou
que dois sobreviventes do primeiro ataque, que se agarravam à embarcação em
chamas, foram mortos num segundo ataque, autorizado por Hegseth.
Na quinta-feira, o congressista democrata Jim Himes afirmou
que o ataque matou "marinheiros náufragos" depois de ter assistido a
um vídeo do Pentágono exibido a membros do Congresso. Segundo Himes, o vídeo
mostrava "dois indivíduos claramente em perigo, sem qualquer meio de
transporte, que foram mortos pelos Estados Unidos".
De acordo com as forças armadas, o barco foi atingido quatro
vezes, a primeira das quais partindo-o ao meio, e mais três vezes, matando dois
sobreviventes que tentavam agarrar-se a uma parte da embarcação antes de esta
se afundar.
O almirante Frank Bradley relatou que, antes do segundo
ataque, os sobreviventes acenaram com um objeto no ar, mas não ficou claro se
se estavam a render ou a pedir ajuda.
Desde setembro que o exército norte-americano tem vindo a
realizar pelo menos 22 ataques aéreos contra
embarcações, principalmente no mar das Caraíbas, que já mataram 87 pessoas, sem
apresentar qualquer prova da sua ligação ao narcotráfico.
Esta semana, a família de um pescador da Colômbia denunciou
uma possível "execução extrajudicial" perante
a Comissão Interamericana de Direitos Humanos durante outro ataque, no Oceano
Pacífico, em setembro.
Os Estados Unidos realizaram na quinta-feira mais um ataque
aéreo no Pacífico contra uma embarcação alegadamente utilizada por traficantes
de droga, matando quatro pessoas, anunciou o Exército norte-americano.
Trump disse na quarta-feira que as operações militares em
torno da Venezuela vão "muito além" de uma campanha de pressão contra
o presidente Nicolás Maduro e insistiu que "em breve" poderão começar
operações em terra semelhantes às que têm sido realizadas em águas
internacionais.
Fonte: RTP Notícias, 6 de dezembro de 2025
O Departamento da Defesa confirmou que não é o Hamas executando pessoas sem julgamento ou vantagem da Justiça. Os criminosos são retirados dos barcos, presentes ao juiz e júri, provada culpa, recolocados nos barcos e só depois bombardeados, limpinho como numa democracia.

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