Governo israelita legaliza 19 colonatos no norte da Cisjordânia
O governo israelita aprovou esta sexta-feira a legalização
de 19 colonatos no corte da Cisjordânia, uma medida que foi fortemente
criticada pela Autoridade Palestiniana.
A proposta foi apresentada pelo ministro das Finanças,
Bezalel Smotrich, e pelo ministro da Defesa, Israel Katz, noticiou a agência Europa
Press.
O líder da Comissão Palestiniana contra o Muro e a
Resistência aos Assentamentos, Muayad Shaban, destacou em comunicado que esta
decisão representa "uma escalada perigosa que revela as verdadeiras
intenções do governo ocupante de consolidar o sistema de anexação, apartheid e
judaização completa" da Palestina.
A medida, parte de uma "política sistemática" para
consolidar o "controlo israelita permanente sobre as terras
palestinianas", representa "um desafio flagrante ao direito
internacional e às resoluções do Conselho de Segurança da ONU, especialmente a
Resolução 2334, que afirma que os colonatos são ilegais", insistiu.
Já o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) sublinhou em
comunicado que a iniciativa "reflete a natureza extremista" do
governo liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, "que trata as
terras palestinianas como despojos coloniais e procura desesperadamente
consolidar" o sistema de colonatos para "alcançar o controlo total da
Cisjordânia".
O movimento islamita em guerra com Israel na Faixa de Gaza
destacou ainda que isto faz parte dos "planos claros" de Israel para
"redesenhar a geografia palestiniana, isolar cidades e vilas umas das
outras e promover a deslocação silenciosa" da comunidade palestiniana como
parte do seu projeto para "esvaziar a Cisjordânia".
A medida surge depois de o Parlamento
israelita ter aprovado uma emenda que remove as cláusulas que impediam os
colonos israelitas de residir nos colonatos de Ganim, Homesh, Kadim e Sa Nur,
que foram evacuados há quase 18 anos. Ganim e Kadim estão entre os
colonatos incluídos na emenda aprovada.
Ao fim de dois anos de confrontação, Israel e o grupo
islamita Hamas acordaram em outubro um cessar-fogo na Faixa de Gaza,
interrompendo um conflito de devastação sem precedentes no território, mas não
a incerteza do seu futuro.
Fonte: CNN Portugal, 12 de dezembro de 2025

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