Medidas inaceitáveis. UE condena sanções dos EUA a cinco personalidades europeias
Perry Mason
(1957-1966) – Joan Freeman, Robert McQuain
Para António Costa, as medidas dos Estados Unidos "são
inaceitáveis entre aliados, parceiros e amigos". A União Europeia condenou
esta quarta-feira as sanções impostas pelos Estados Unidos a cinco
personalidades europeias empenhadas na regulamentação rigorosa do setor
tecnológico. Estes cidadãos foram proibidos de entrar em território americano.
O presidente da Comissão Europeia, António Costa, fala em medidas
“inaceitáveis”.
A decisão dos EUA acontece depois de estas cinco
personalidades terem defendido uma regulamentação mais rigorosa do setor
tecnológico, o que foi visto pela Administração de Donald Trump como uma
"censura" às empresas.
A Comissão Europeia já se opôs à medida aplicada pelas
autoridades americanas, que acusam estes cidadãos europeus de tentarem
"coagir" as plataformas de redes sociais a censurar vozes dos EUA.
Na rede social X, o presidente da Comissão Europeia, António Costa, considerou que as medidas "são inaceitáveis entre aliados, parceiros e amigos".
“A UE condena as restrições de viagem impostas pelos EUA aos
cidadãos e funcionários europeus”, escreveu Costa.
A União Europeia “mantém-se firme na defesa da liberdade de
expressão, de regras digitais justas e da sua soberania regulamentar”,
acrescentou.
Em comunicado, a Comissão Europeia disse já ter pedido
esclarecimentos às autoridades americanas e se for necessário promete responder
"com rapidez e firmeza para defender autonomia regulatória contra
medidas" que consideram injustificadas.
As figuras alvo de sanções são o ex-comissário europeu
francês Thierry Breton e representantes de organizações não-governamentais que
combatem a desinformação online e o discurso de ódio, nomeadamente Imran Ahmed,
Clare Melford, Anna-Lena von Hodenberg e Josephine Ballon.
Fonte: RTP, 24 de dezembro de 2025
“A liberdade de expressão é o pilar da forte e vibrante
democracia europeia”: Von der Leyen reage às sanções dos EUA contra cinco
europeus
Ursula
von der Leyen garante que Comissão Europeia vai defender a liberdade de
expressão
A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, considerou esta quarta-feira que a liberdade de expressão é a base da democracia europeia, depois de os Estados Unidos aplicarem sanções contra cinco personalidades europeias. "A liberdade de expressão é o pilar da nossa forte e vibrante democracia europeia. Estamos orgulhosos dela. Vamos protegê-la. Porque a Comissão Europeia é a guardiã dos nossos valores", escreveu Ursula Von der Leyen na rede social X.
A reação da presidente da Comissão Europeia surge na
sequência do anúncio feito esta quarta-feira pelos Estados Unidos das América
de proibir a entrada de cinco cidadãos europeus no país, acusando-os de censura
nas redes sociais. Entre as figuras alvo de sanções está o ex-comissário
europeu francês Thierry Breton, estando todos proibidos de entrar nos EUA,
noticiou a agência France-Presse (AFP).
O Departamento de Estado norte-americano justificou as sanções sublinhando que as suas ações equivalem a censura em detrimento dos interesses norte-americanos. "Durante demasiado tempo, os ideólogos na Europa lideraram esforços organizados para coagir as plataformas americanas a punir pontos de vista americanos a que se opõem. A administração Trump não tolerará mais estes atos flagrantes de censura extraterritorial", frisou o secretário de Estado, Marco Rubio, numa nota na rede social X. O chefe da diplomacia norte-americana garantiu ainda que os EUA estão "prontos e dispostos a expandir esta lista se outros não mudarem de posição".
Thierry Breton desempenhou as funções de Comissário Europeu
para o Mercado Interno de 2019 a 2024, com amplas responsabilidades,
particularmente em assuntos digitais e industriais.
Entre os sancionados estão representantes de organizações
não-governamentais (ONG) que combatem a desinformação online e o discurso de
ódio, entre os quais Imran Ahmed, Clare Melford, Anna-Lena von Hodenberg,
fundadora da ONG alemã HateAid, e Josephine Ballon, também da mesma
organização.
O presidente dos EUA, Donald Trump, está a liderar uma
grande ofensiva contra as normas tecnológicas da União Europeia (UE) que impõem
obrigações às plataformas, particularmente no que diz respeito à denúncia de
conteúdos problemáticos, que os Estados Unidos consideram censura.






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