Putin "usou técnicas neurolinguísticas herdadas do KGB" com Trump para reverter posição dos EUA sobre a Ucrânia em 48 horas
Perry Mason
(1957-1966) – Melinda Casey, Burt Metcalfe
Um antigo responsável pelo
serviço de informações ucraniano diz
que a equipa de Putin aplica deliberadamente estas técnicas de origem soviética
nos contactos e negociações com Trump
Técnicas neurolinguísticas herdadas dos tempos do KGB
continuam a ser usadas de forma sistemática pelos serviços secretos russos para
influenciar líderes políticos ocidentais, incluindo o presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump. Quem o diz é Mykola Malomuzh, general do Exército da
Ucrânia e antigo diretor do Serviço de Informações Externas ucraniano, em
entrevista ao Kyiv24, onde detalha os mecanismos por detrás desta
estratégia de influência.
Segundo Malomuzh, estas metodologias mantêm-se eficazes pois
não assentam em ataques informativos pontuais, mas sim “na construção
prolongada de modelos de comportamento dirigidos a indivíduos específicos”. O
objetivo não é apenas convencer, mas moldar decisões ao longo do tempo.
“Eles não se limitam a negociar. Eles modelam comportamentos
e calculam reações com antecedência”, explica Malomuzh.
De acordo com o antigo responsável pelo serviço de
informações, citado pelo Euromaidan, a equipa do presidente russo,
Vladimir Putin, aplica deliberadamente estas técnicas de origem soviética nos
contactos e negociações com Donald Trump.
O processo segue um padrão: começa
com um estudo detalhado do perfil psicológico do alvo, com uma análise
exaustiva da biografia, do comportamento, dos medos, fobias e vulnerabilidades
pessoais, e culmina na exploração desses “pontos de pressão” para influenciar o
processo de decisão.
O general aponta ainda como exemplo da eficácia deste método
a mudança brusca da posição de Trump em relação à Ucrânia. Após a Assembleia
Geral das Nações Unidas, o presidente norte-americano tinha reafirmado o seu
apoio a Kiev, garantindo que forneceria todo o tipo de armamento, incluindo os tão desejados mísseis Tomahawk.
No entanto, a situação alterou-se rapidamente.
“E depois Putin falou com Trump literalmente dois dias
depois, fazendo com que este ficasse do seu lado. Este é um exemplo real da
influência dos serviços secretos”, sublinha Malomuzh.
Este tipo de abordagem não é novo na diplomacia russa. O
antigo comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Valerii Zaluzhnyi, já
tinha descrito o chamado método Gromyko. Andrei Gromyko, que foi ministro dos
Negócios Estrangeiros da União Soviética durante mais de 40 anos, recorria a
esta estratégia sempre que Moscovo pretendia extrair o máximo de concessões do
Ocidente.
A chamada “tática do
esgotamento” valeu-lhe, na época, a alcunha de “Mr. No” entre os
diplomatas ocidentais.
Fonte: CNN Portugal, 26 de dezembro de 2025


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