Starmer quer que Abramovich entregue valor da venda do Chelsea à Ucrânia. Caso contrário avança para tribunal
Perry Mason
(1957-1966) – Peter Whitney, Douglas Evans
O aviso
foi dado pelo primeiro-ministro britânico ao anunciar que deu instruções para a
transferência de 2,5 mil milhões de libras da venda do Chelsea para apoiar
causas humanitárias na Ucrânia
O primeiro-ministro britânico
exige que o magnata russo Roman
Abramovich entregue o valor pelo qual vendeu o Chelsea à Ucrânia, caso
contrário, o Reino Unido irá avançar para uma ação judicial, avisou esta
quarta-feira, 17 de dezembro.
A posição de Keir Starmer foi dada a conhecer na Câmara dos
Comuns, onde anunciou que deu instruções para os procedimentos que têm como
objetivo a transferência de 2,5 mil milhões de libras (cerca de 2,8 mil milhões
de euros) da venda do Chelsea, em maio de 2022, para
apoiar causas humanitárias na Ucrânia.
"Posso anunciar que estamos a emitir uma licença para
transferir 2,5 mil milhões de libras da venda do Chelsea que está congelada
desde 2022", afirmou Starmer.
Perante os deputados, o primeiro-ministro deixou um aviso ao multimilionário russo, que
também tem a nacionalidade portuguesa - ao abrigo de um regime que abrangia
descendentes de judeus sefarditas portugueses. "A minha mensagem para
Abramovich é esta: o tempo está a passar, honre os compromissos que assumiu e
pague agora."
Caso Roman Abramovich não o faça, irá enfrentar a justiça britânica, prometeu Keir Starmer.
"Estamos preparados para ir para tribunal, para que cada cêntimo chegue
àqueles cujas vidas foram destruídas pela guerra
ilegal de Putin", argumentou o primeiro-ministro, citado pelos
media britânicos.
O The Guardian explica que Abramovich, alvo de
sanções devido à guerra levada a cabo pela Rússia, vendeu o emblema inglês em
2022 numa altura em que estava sob pressão do governo britânico, na sequência
da invasão russa da Ucrânia. Obteve uma licença do governo para vender o clube,
desde que o valor do negócio tivesse como destino as vítimas da guerra na
Ucrânia, em curso há quase quatro anos.
Desde essa altura que o dinheiro está congelado "devido
a um impasse nas negociações com Abramovich sobre se o dinheiro deve ser gasto
exclusivamente na Ucrânia ou se também pode ser utilizado fora do país",
escreve o jornal britânico.
Agora o Executivo liderado por Starmer exige que essa verba
seja libertada para ajudar os ucranianos.
A ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, disse
ser “inaceitável que mais de 2,5 mil milhões de libras devidos ao povo
ucraniano permaneçam congelados numa conta bancária no Reino Unido” e que
"está na hora de Roman Abramovich pagar".
"Este dinheiro foi prometido à Ucrânia há mais de três
anos”, afirmou, por sua vez, a ministra dos Negócios Estrangeiros do Reino
Unido, Yvette Cooper. "Já é tempo de Roman Abramovich fazer a coisa certa,
mas se não o fizer, nós agiremos”, prometeu a governante, também citada pelo The
Guardian. “É por isso que a licença foi emitida", explicou a ministra,
realçando que já é tempo de o dinheiro ser
"utilizado para reconstruir as vidas das pessoas que viram a
devastação resultante da guerra ilegal de Putin”.
Fonte: Diário de Notícias, 17 de dezembro de 2025
Dinheiro fresco, muito dinheiro, necessita-se urgentemente para apoiar causas humanitárias na Ucrânia.
A Ucrânia tem estado sob crescente escrutínio em relação à questão da corrupção, no meio da ajuda financeira sem precedentes prestada ao país durante a invasão russa. Em 2023, vários altos funcionários, incluindo cinco governadores provinciais, perderam os seus cargos devido a um escândalo de corrupção. O vice-ministro da Defesa, Viacheslav Shapovalov, após um grande escândalo de licitação no ministério, e o vice-chefe do Gabinete da Presidência da Ucrânia, Kyrylo Tymoshenko, também se demitiram. Poucos dias antes, um vice-ministro do ministério das Infraestruturas foi demitido depois de a agência anticorrupção o ter detido enquanto recebia um suborno de 400 mil dólares, segundo as autoridades ucranianas. Tais escândalos continuaram nos anos seguintes, com o chefe do gabinete presidencial, Andriy Yermak, a demitir-se em 2025 depois de a sua casa ter sido alvo de buscas por parte dos investigadores em consequência de um escândalo de corrupção. Dois outros membros do gabinete de Zelensky também foram demitidos.
Fonte: Wikipédia

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