Tribunal Penal Internacional “rejeita veementemente” novas sanções dos EUA contra dois juízes

O Tribunal Penal Internacional (TPI) afirmou na quinta-feira que “rejeita veementemente” as novas sanções dos EUA contra dois juízes do TPI, classificando a medida como um “ataque flagrante” contra a independência de uma instituição judicial imparcial, segundo a agência Anadolu.

O TPI teceu duras críticas ao anúncio das novas sanções dos EUA contra o juiz Gocha Lordkipanidze, da Geórgia, e o juiz Erdenebalsuren Damdin, da Mongólia.

“Estas sanções são um ataque flagrante contra a independência de uma instituição judicial imparcial que opera de acordo com o mandato conferido pelos seus Estados Membros em todas as regiões”, afirmou o TPI em comunicado.

O tribunal acrescentou que, quando os atores judiciais são ameaçados por aplicarem a lei, é a própria ordem jurídica internacional que fica em risco.

“Tais medidas que visam juízes e procuradores eleitos pelos Estados Membros minam o Estado de Direito”, declarou o tribunal.

O comunicado reiterou que o tribunal apoia firmemente o seu pessoal e as vítimas de atrocidades inimagináveis. Na quinta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou sanções norte-americanas contra dois juízes do Tribunal Penal Internacional (TPI) por estarem "diretamente envolvidos" no que chamou de "ataque ilegítimo a Israel".

Anteriormente, os EUA sancionaram funcionários do TPI por autorizarem mandados de captura contra o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, mandados que acusam ambos de crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza.

Fonte: Middle East Monitor, 18 de dezembro de 2025

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Eva Vlaardingerbroek