Trump classifica fentanil como "arma de destruição em massa"

E Dio disse a Caino... (1970) - Marcella Michelangeli

"Se isto fosse uma guerra, seria uma das piores guerras", diz Donald Trump, que assinou uma ordem executiva para declarar o fentanil como uma "arma de destruição em massa". O presidente dos Estados Unidos acusa os seus "adversários" de estarem a traficar a droga para os EUA "porque querem matar cidadãos norte-americanos"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou esta terça-feira uma ordem executiva para declarar o fentanil, droga que tem causado danos na população norte-americana nos últimos anos, "como uma arma de destruição em massa".

"Hoje dou mais um passo para proteger os norte-americanos do flagelo do fentanil mortal que está a inundar o nosso país. Com esta histórica ordem executiva que assinarei hoje, classificaremos formalmente o fentanil como uma arma de destruição em massa, que é o que realmente é", afirmou Trump num ato realizado na Casa Branca.

"Se isto fosse uma guerra, seria uma das piores guerras; acredito que nos últimos cinco ou seis anos morreram entre 200 000 e 300 000 pessoas por ano [devido ao fentanil]. Fala-se de 100 000, que é muita gente, mas o número é muito maior", adiantou o presidente norte-americano.

Mais de 250 000 pessoas morreram entre 2021 e 2023

Segundo dados dos Centros para o Controlo e Prevenção de Doenças (CDC em inglês), mais de 250 000 pessoas morreram, só entre 2021 e 2023, por sobredosagem relacionada com opioides sintéticos, principalmente fentanil.

Trump anunciou a assinatura da ordem num evento realizado para condecorar militares pelo seu trabalho na defesa da fronteira com o México.

O presidente norte-americano declarou que "não há dúvida de que os adversários dos Estados Unidos estão a traficar fentanil para os Estados Unidos, em parte porque querem matar cidadãos norte-americanos".

O republicano destacou que durante o seu mandato conseguiu-se "uma redução de 50% na quantidade de fentanil que atravessa a fronteira", e assegurou que a China está "a colaborar de forma estreita" com os EUA "para reduzir o número e a quantidade de fentanil que é enviado". "

Conseguimos reduzir o número para um nível muito mais baixo. Não é satisfatório, mas em breve será", acrescentou. 

Fonte: SIC Notícias, 16 de dezembro de 2025

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