Apps super populares que rebentam com a bateria do smartphone
O.P.J.
Pacifique Sud (2019) - Marion Campan
Os smartphones nunca foram tão potentes, mas, mesmo assim, a
realidade é que a autonomia continua a ser um enorme calcanhar de Aquiles. Ou
seja, podes ter o processador mais rápido do mercado e até um ecrã incrível,
mas basta meia dúzia de apps malcomportadas para veres a percentagem da bateria
a cair a pique. E não, não é só impressão tua.
Afinal de contas, segundo um estudo recente da Elevate,
empresa britânica de telecomunicações, mostra que a maioria dos utilizadores precisa de carregar o
telemóvel todos os dias. Isto enquanto, em 2019, muitos aguentavam dia e meio
sem stress.
Parte do problema está no uso intensivo, claro, mas outra
parte está mesmo nas apps que deixamos a correr em segundo plano. E sim, muitas
delas são exatamente aquelas que usas todos os dias.
Netflix: a campeã absoluta do gasto energético
A Netflix lidera este ranking sem grande surpresa. Streaming
de vídeo consome recursos a sério, e quando isso acontece num ecrã pequeno, com
brilho alto e ligação constante à internet, a bateria sofre.
Segundo o estudo, a Netflix chega a consumir o equivalente a
1500% de uma carga completa por mês. Em média, os utilizadores passam cerca de
60 horas por mês a ver conteúdos na app, mais 13 horas de processos em segundo
plano.
TikTok: menos tempo, quase o mesmo estrago
O TikTok aparece logo a seguir e é um caso curioso. Apesar
de ter menos tempo de uso mensal do que a Netflix, o impacto na bateria é
brutal.
A app consome cerca de 825% de uma carga completa por mês,
com uma média de 33 horas de utilização ativa e quase 10 horas de atividade em
segundo plano. Ou seja, mesmo quando fechas o TikTok, ele continua a trabalhar.
E isso explica porque é que muitos utilizadores sentem que a
bateria se esgota sem saber bem porquê.
YouTube: cada hora custa caro
O YouTube continua a ser uma das apps mais usadas no mundo e
também uma das mais pesadas para a bateria. De acordo com o estudo, cada hora a
ver vídeos pode custar cerca de 20% da carga total do telemóvel.
No total mensal, estamos a falar de cerca de 540% de uma
bateria completa, mais seis a sete horas de processos em segundo plano. Abrir o
YouTube quando estás com pouca bateria é quase pedir para ficar sem telemóvel
antes do dia acabar.
Threads: nova, mas já muito gulosa
Apesar de ser uma app relativamente recente, o Threads já se
comporta como as veteranas no que toca a consumo energético. A aplicação da
Meta aparece em quarto lugar, com um consumo mensal equivalente a 460% de uma
carga completa.
Tal como acontece noutras redes sociais, grande parte do
problema está no que acontece fora do ecrã. Em média, o Threads mantém
processos ativos durante quase sete horas por mês, mesmo quando não está a ser
usado diretamente.
Snapchat: menos tempo, mas muito fundo
O Snapchat fecha o top 5. Não é a pior da lista, mas
continua longe de ser inocente. Segundo o estudo, consome cerca de 320% de uma
carga completa por mês.
Metade desse consumo vem de atividade em segundo plano. Os
utilizadores passam, em média, cerca de 16 horas por mês na app, mas o impacto
real vai muito além desse tempo visível.
O problema não é só usar. É deixar correr!
O ponto comum entre todas estas apps é simples… Elas não
param quando as fechas, ou apenas passas para outra app. Processos em segundo
plano, sincronizações constantes, pré-carregamento de conteúdos e algoritmos
famintos fazem com que a bateria vá sendo drenada lentamente ao longo do dia.
Por isso, se queres ganhar autonomia sem trocar de
telemóvel, a solução passa menos por milagres e mais por controlo. Limitar
atividade em segundo plano, reduzir notificações e aceitar que ver vídeo
durante horas no telemóvel tem um custo real.
A bateria agradece!
Fonte: Leak, 2 de janeiro de 2026


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