Delcy Rodríguez ordena criação de plano de defesa após ataque dos EUA
Perry Mason
(1957-1966) – Raymond Burr, Ray Collins
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez,
anunciou o início de uma reestruturação estratégica da segurança nacional,
estabelecendo um prazo de 100 dias para a elaboração e apresentação de um novo
"Plano de Defesa da Nação".
O anúncio foi feito na quarta-feira durante um evento em que
Delcy Rodríguez foi reconhecida como comandante-chefe da Força Armada Nacional
Bolivariana (FANB), três semanas após a operação militar norte-americana de 3
de janeiro de 2026 em que o presidente Nicolás Maduro e a sua mulher, Cilia
Flores, foram capturados e levados para os EUA.
"Tiveram de procurar uma potência nuclear para tentar
subjugar a soberania do povo venezuelano. O extremismo não conseguiu, não
conseguiu e não conseguirá. Está nas nossas mãos e peço-vos (...) e a todas as
entidades envolvidas, máxima cooperação, máximo desempenho para que, num prazo
de 100 dias, tenhamos as diretrizes muito claras do novo sistema defensivo para
a Venezuela, em perfeita união civil, militar e policial", disse.
Delcy Rodríguez recordou o Simón Bolívar (político e militar
venezuelano que liderou a independência da Venezuela, Bolívia, Colômbia, Peru,
Equador e Panamá do império espanhol) e pediu que esse mesmo espírito de luta
se apodere dos venezuelanos apara abrir os novos caminhos necessários para
defender a pátria.
"Devemos aprender com os
infortúnios. Devemos compreender. E é por isso que decidi criar um
gabinete nacional para a defesa e a segurança cibernética da Venezuela, que
estará vinculado ao Conselho de Vice-Presidentes. À frente deste gabinete
nacional estará uma cientista, a professora Gabriela Jiménez, ministra da
Ciência e Tecnologia (...) Peço aos cientistas, aos especialistas em tecnologia
da Venezuela, juntamente com o Conselho Científico Militar, que estas grandes
capacidades no âmbito da defesa da ciência e da tecnologia se unam para defender
o nosso espaço cibernético", disse.
Delcy Rodríguez deixou ainda "uma mensagem muito clara
para o extremismo na Venezuela e as suas conexões internacionais":
"Através do programa de coexistência democrática e paz, abrimos um espaço
para o diálogo político, que venham todos os que realmente amam a
Venezuela".
"Mas aqueles que pretendem perpetuar os danos e a
agressão contra o povo da Venezuela que fiquem em Washington, porque aqui não
vão entrar para prejudicar a paz e a tranquilidade da República. Haverá lei e
haverá justiça", disse.
A dirigente explicou que na Venezuela estão "dispostos
ao entendimento, ao diálogo, mas não a outra agressão".
"Aqui será aplicada a lei, no respeito pela
Constituição", disse a presidente interina.
Rodríguez voltou a pedir a liberdade do presidente do país,
Nicolás Maduros, e da sua mulher.
Em 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos lançaram um
ataque contra a Venezuela para capturar o líder venezuelano e a mulher, e
anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
Delcy Rodriguez, então vice-presidente, assumiu a
presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.
Nicolás Maduro e Cília Flores prestaram breves declarações
num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga,
corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A
próxima audiência está marcada para 17 de março.
Fonte: RTP, 29 de janeiro
de 2026

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