Eleições na Venezuela? “Algum dia”, responde a Casa Branca após María Corina Machado oferecer Nobel a Trump
Perry Mason
(1957-1966) – William Hopper, Raymond Burr
María
Corina Machado visitou a Casa Branca e ofereceu o Prémio Nobel a Trump e ouviu
que o atual governo venezuelano tem cumprido "todas as exigências e
solicitações dos EUA"
A Casa Branca informou esta quinta-feira que o governo
venezuelano tem cumprido “todas as exigências e solicitações dos Estados Unidos
e do presidente” Donald Trump, desde a captura de Nicolás Maduro por
Washington.
Em conferência de imprensa, no dia em que Trump recebeu a
líder da oposição venezuelana e Prémio Nobel da Paz, María Corina Machado, a
porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o chefe de Estado
norte-americano mantém a expectativa de que a Venezuela venha a realizar
eleições “algum dia”. Machado afirmou, mais tarde, que tinha oferecido o seu Nobel
ao presidente dos EUA.
“O presidente está empenhado
na esperança de que algum dia haja eleições na Venezuela, mas não tenho um
calendário atualizado para lhe dar hoje”, assegurou a porta-voz,
acrescentando que, até agora, as autoridades interinas em Caracas, lideradas
pela presidente interina Delcy Rodriguez, têm cooperado com os Estados Unidos
no quadro definido pelo governo norte-americano.
Os Estados Unidos finalizaram esta quinta a primeira venda
de petróleo venezuelano desde que assumiram o controlo do setor energético da
Venezuela.
A venda, avaliada em cerca de 500 milhões de dólares (cerca
de 400 milhões de euros), representa o primeiro carregamento de crude
venezuelano comercializado sob a supervisão dos Estados Unidos após a detenção
do presidente deposto Nicolás Maduro. A receita da transação está a ser gerida
em contas bancárias controladas pelos Estados Unidos, com uma conta principal
localizada no Qatar, considerado um local neutro para facilitar transferências
sob aprovação norte-americana.
Segundo o governo norte-americano, outras vendas de petróleo
venezuelano poderão ser concretizadas nos próximos dias ou semanas, no âmbito
de um plano que prevê um total de cerca de dois mil milhões de dólares (cerca
de 1,65 mil milhões de euros) em transações.
A porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, afirmou que o
acordo energético histórico negociado pelo presidente Donald Trump após a
captura de Maduro beneficiará tanto os consumidores norte-americanos como o
povo venezuelano. Na semana passada, Trump anunciou que entre 30 e 50 milhões
de barris de crude venezuelano de alta qualidade seriam entregues aos Estados
Unidos para venda, representando cerca de um a dois meses de produção.
O presidente norte-americano disse ainda que pretende
controlar as receitas dessas vendas. No mesmo contexto, Trump encorajou grandes
companhias petrolíferas a participarem num concurso para explorar as vastas
reservas de hidrocarbonetos do país sul-americano.
Apesar das perspetivas de investimento, a ExxonMobil, uma
das principais petrolíferas dos Estados Unidos, declarou recentemente que “era
impossível investir” na Venezuela dadas as circunstâncias atuais, refletindo as
dificuldades enfrentadas pelas empresas no país. A Casa Branca também assinou
uma ordem executiva de emergência para proteger os ativos venezuelanos,
incluindo as receitas do petróleo detidas nos Estados Unidos, de eventuais
confiscações por tribunais ou credores.
Fonte: ECO, 15 de janeiro
de 2026

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