EUA não estão a intervir no mercado cambial para fortalecer o iene, diz Scott Bessent
Especulações
tinham vindo a castigar a “nota verde” nos últimos dias, enquanto o iene chegou
mesmo a tocar máximos de dois meses face ao dólar. Divisa japonesa está a
perder cerca de 1% depois de comentários do secretário do Tesouro dos EUA
O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent,
lançou um “balde de água fria” sobre as especulações de que os Estados Unidos
(EUA) e o Japão estariam a considerar uma intervenção cambial para reverter as
fortes perdas do iene registadas nos últimos meses.
Os EUA “absolutamente não” estão a intervir no mercado
cambial para fortalecer a divisa nipónica, disse Bessent esta tarde em
entrevista à CNBC. Estas especulações tinham vindo a castigar a “nota verde”
nos últimos dias, enquanto o iene chegou mesmo a tocar máximos de dois meses
face ao dólar.
Depois dos comentários do
secretário do Tesouro, o dólar inverteu rapidamente a tendência de queda e está agora a valorizar mais de 1,00%, para os
153,73 ienes.
Questionado ainda sobre se os EUA considerariam avançar com
uma intervenção no mercado cambial com o Japão, Bessent sublinhou que “não
fazemos comentários além de dizer que temos uma política de dólar forte”.
A discussão sobre uma possível intervenção conjunta entre
Washington e Tóquio no iene reacendeu-se na passada sexta-feira, quando vários
"traders" informaram que a Fed de Nova Iorque tinha contactado
instituições financeiras para perguntar sobre a taxa de câmbio da divisa
nipónica. Seria apenas a terceira vez na
história recente que algo assim
aconteceria, com a primeira instância a ocorrer em 1985 com o Acordo de Plaza e
a outra uma década mais tarde, em 1998.
Os comentários de Bessent chegam um dia depois de o presidente
Donald Trump ter dito que estava confortável com a recente desvalorização do
dólar. "O dólar está lindamente",
defendeu o republicano na terça-feira, falando aos jornalistas no Iowa.
As palavras de Trump foram vistas como defendendo as
vantagens de um dólar fraco, o que levou a que a moeda norte-americana perdesse
ainda mais terreno perante um cabaz de divisas rivais, isto depois de a nota
verde já ter atingido mínimos de quase quatro anos.

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